quarta-feira, 23 de setembro de 2020
O MENTIROSO
quinta-feira, 10 de setembro de 2020
INDEPENDENTE
O mais incrível da vida é que a gente não tem obrigação nenhuma de ser sublime.
domingo, 9 de agosto de 2020
OBRIGADO, JAVALI !

https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/08/07/javali-rouba-notebook-e-e-perseguido-por-nudista-na-alemanha-veja-fotos.ghtml
quarta-feira, 15 de julho de 2020
GENTE QUE DEIXA PARA DEPOIS...
Sinto um desconforto enorme com gente que deixa para depois. Não, não são os procrastinadores de trabalho, estudo, obrigações. São os procrastinadores de vida ! Você deve conhecer alguém assim. Gente a quem a vida propõe a limonada pronta e ela ainda quer ficar espremendo os limões. Gente que se ocupa demais ou se desocupa demais e em nenhum dos casos se deixa ser feliz.
“Vamos ver o sol nascer?”
“Amanhã? Amanhã estou ocupado. Quem sabe depois...” Não que ver o sol nascer seja tão importante
assim. Para você que entende tudo ao pé da letra, foi uma metáfora – o que no caso já é uma nova metáfora. E de
metáfora em metáfora, essa gente deixa sempre para depois. Vivem num eterno
estado denotativo, quando o mundo ao seu redor lhe pede para ser conotativo.
Lembro que sempre dormia tarde
para aproveitar a vida. E acordava tarde para ter energia para poder ficar até
mais tarde acordado. Às vezes mais tarde era mais cedo para muitos. Não faz bem a saúde, mas aí é um papo para outra ocasião...
Essa gente que deixa para depois,
segue as regras, onde o tempo não pode nunca ser desperdiçado com nada que não
seja uma “real” ocupação. Estão prontos para fazer tudo para “se livrar logo” -
como dizem – para depois não fazerem absolutamente nada que dê prazer real, mas sim buscar outra coisa para “se livrar logo”. Não, não sou exatamente um hedonista. Prazeres são muitos, igual receita de Neston - cada um tem a sua.
Mas acho muito estranha essa gente que deixa para depois.
Veja como são dúbias as pessoas que deixam para depois: querem fazer tudo o mais rápido possível e acabam por "deixar-se" para depois...
Talvez elas sequer percebam que estão deixando para depois as coisas que de verdade importam e que jamais conseguirão recuperar, pois faltará tempo, faltará gente para compartilhar, faltará vida para deixar para depois.sexta-feira, 10 de julho de 2020
"RISCO DE POETA É POESIA"
O que importa é
a produção ! (fragmento 2020)
sábado, 27 de junho de 2020
FESTA JUNINA POÉTICA
sábado, 20 de junho de 2020
PARASITA
segunda-feira, 15 de junho de 2020
CÉSARES
Quando eu tinha treze anos, eu ainda nunca tinha brigado na rua. Diferente da molecada com quem eu andava, sempre fui o cara que separava. Um dia, provoquei uma briga só para saber como era. Acertei um soco e tomei uma gravata que encerrei após eu conduzir gentilmente meu adversário a alguns galões cheios de uma loja de tintas. Uma grande estupidez.
Meu filho já me observou, certa vez, que a Internet é um ambiente absolutamente tóxico. Sim, se tornou.
Estou certo que a comunicação entre o emissor e o receptor precisa ser clara, concisa, sob pena de levar seus interlocutores às interpretações que se baseiam somente no que está escondido em suas almas, muitas vezes beligerantes - a alma de um moleque de treze anos procurando briga. Procurando pelo em ovo.
Um campo de batalha sem fim, onde se buscam significados ocultos para apoiar a agressão e alimentar o ódio na rede. O "Veni. Vidi. Vici.", numa contínua Batalha de Zela.
Isso ocorre em TODOS os setores. Tenho percebido no campo político, onde se retroalimentam ; no espectro da cultura, onde pontos de vista não são respeitados ; entre pessoas comuns que assumem uma posição de embate eterno. Escrevi sobre isso tempos atrás em "Os Definitivos".
Na última semana tive acesso a um diálogo entre um pai de aluno e professores de uma escola pública de ensino médio onde uma pergunta do pai foi entendida como desrespeito à determinada professora e ele passou a ser atacado por outras professoras e pela diretora da escola num áudio absolutamente desproporcional e descabido. Não havia nenhum desrespeito no texto do pai. Mas o instinto bélico, a suspeita de uma mensagem subliminar, uma ironia maldosa, um estopim para o bate boca, parecem estar no espírito nefasto da Internet. Um despropósito.
Nessa pandemia, onde não se permite o cara a cara presencial, participei sábado passado de uma live poética e um de meus textos dizia: "me mandaram odiar você / pois tenho que apoiar a violência gratuita / ao invés da conversa franca e desarmada[...]/ não acato ordens".
Todos querem ser César nas redes sociais, ou, ao menos, um estúpido garoto de treze anos.


