quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
POLLY (miniconto)
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
OS DEFINITIVOS
segunda-feira, 24 de dezembro de 2018
DEIXANDO PALAVRAS - 2018
A mais irritante é a das palavras irritantes do ano.
Teve o sinônimo de muvuca fedorenta e quente: "fervo".
Teve a confirmação de que não era mentira, embora parecesse: "real".
Teve a locução aglutinada interjeitiva que virou uma coisa só: "caraivéi".
Teve o ridículo estrangeirismo abrasileirado acrescido de acento e fonema: "top" (virou "tópi" - parente do upigreidi).
"SHOW"!!!
ATENDENTE - Show! (tradução: Claro, senhor. É para já!)
CLIENTE - Show! (tradução: Show!. Ops, desculpe: Obrigado! - isso pega... 😡)
RABANADA QUENTE (miniconto)
sexta-feira, 16 de novembro de 2018
SOCIEDADE NOTA C
Minha filha é alguém muito capaz. Na escola recebe boas notas pois estuda mais, se empenha mais e é mais responsável. Outro dia, num trabalho de grupo, fez sua parte combinada com os outros e levou para aula. Eram cinco ou seis no grupo. Só ela fez sua parte, só ela apresentou, só ela falou chorando de raiva sobre o tema na frente da turma pois sabia que ganharia nota C. O choro virou chacota dos indolentes, inclusive dos que não fizeram suas partes. A professora não analisou quem fez ou não fez. O importante é diminuir o trabalho na quantidade de correções e, a título de "desenvolvimento do espírito de integração, pátria amada salve salve" nivelar todo mundo por baixo.
segunda-feira, 8 de outubro de 2018
O QUE NÃO PODE SER
(ou: "Perdendo amigos III - o desafio final; ou ainda: "Só ficou quem voltou branco")
Lembra daquela música do Titãs "... não é o que não pode ser..."
Três pessoas que me são muito caras, e que não se conhecem, perguntaram se seus amigos já leram os programas de governo dos candidatos à presidência que passaram para o segundo turno.
Queridos, tô achando meio tarde, não???? Mas tudo bem.
Sim eu li. De todos os candidatos com alguma relevância. No caso, os dois programas que restaram, eu achei ruins. Para mim. Não crítico a opinião de ninguém.
O do PT, em vários pontos, tem a terrível pretensão de aumentar os seus poderes e o tamanho do Estado. De quebra, namora com a "regulação" dos órgãos de comunicação.
O do PSL, uma carta de intenções sem a menor objetividade de mais de 80 páginas, de conteúdo raso e panfletário, que diz que fará o mundo mágico de Oz, com o uso do Divino em seu slogan eleitoreiro. Ah! Resolve tudo. Só não explica como.
De um lado, um candidato corrupto cheio de processos pendentes, dependente da opinião de um chefe presidiário de um partido corruptor e corrompido.
De quebra sua experiência administrativa que lhe rendeu rejeição e derrota na tentativa de reeleição na prefeitura de São Paulo. Um boneco. Um mamulengo. É fato, não é #fake! Pergunta pro Álvaro Dias...
O outro candidato que promete "terceirizar" sua própria presidência pois não tem o menor conhecimento de economia, gestão, ou o que quer que seja minimamente importante para administrar um condomínio, que dirá um país; e acha isso ótimo: "Vai perguntar para o "Posto Ipiranga" - fala sorrindo. É um homem tosco. Um deputado do baixo clero que nunca foi representativo na Câmara. Já tentei imaginar ele na ONU ao lado de Angela Merkel e senti vergonha. Ganhou apoio popular graças aos bate bocas com Jean Willis e Maria do Rosário. Essas duas figuras lhe deram uma notoriedade pitoresca, folclórica e agora perigosa. Sem os dois, Bolsonaro passaria vida por mais mandatos ganhando dinheiro fácil do contribuinte, fazendo discursos para ninguém.
A mim, não importa se proclamam-se de esquerda ou direita.
É patético dizer que um país que está inserido até o talo no mercado internacional vai virar um arremedo como a Venezuela, de Chaves e de Maduro, se o oponente vencer. Isso é querer angariar votos do populacho ignorante.
Da mesma forma tentar fazer com que a população acredite que, de uma hora para outra, um partido que viveu como um carrapato nas tetas do Estado por três mandatos será a solução para o caos. O PT é um caso raro de lavagem cerebral coletiva: viveu às custas das maiores corporações do Brasil, fez negociatas, ofereceu concessões e regalias a todas elas, lucros inimagináveis a alguns, sempre solidários, bancos e a plebe ignara continua achando que é um partido de esquerda por que ajustou programas assistencialistas com as migalhas que sobraram.
Esquerda ou direita não existem por aqui. Só nesses discursos populistas e ridículos que tenho ouvido nas últimas seis eleições.
Nunca fiz isso, mas se não estiver afim, nem voto. Com o dinheiro da multa compro menos pão e vejo se engato uma dieta.
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
CONVICÇÕES
O pronome possessivo é algo importante na língua portuguesa. Deve demonstrar pertencimento.
Assim, MINHAS convicções sobre o que quer que seja são somente minhas. Posso compartilhá-las se quiser, mas ainda assim serão só minhas.
Não posso, e não devo - e isto é uma destas convicções - querer fazer com que você pense como eu. Seja através de meus argumentos normalmente falhos ou por argumentos alheios (o que beira a idiotização) e mais falhos ainda. Hoje, eu diria que há uma enorme quantidade de argumentos falhos que geram uma ridícula hostilidade coletiva.
Eu, enquanto senhor de minhas convicções falhas, posso demonstrar que existe uma via diferente da sua (e no planeta são bilhões de vias) que pode estar totalmente oposta ao que você pensa, ou pode eventualmente estar alinhada a você.
Se conseguimos alinhar em algum momento da vida as nossas vias, parabéns, você está lendo este texto.
O difícil é dar o braço a torcer que, ainda que convictos, ambos possamos estar errados.
Estou convicto que você entendeu.
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
GOOGLERIZANDO O IMBECILISMO
sábado, 7 de julho de 2018
NEYMAR E O MERTHIOLATE
Eu nunca aprendi a soltar pipa. Sempre fui um pereba, um inapto, um insipiente, um enrolador de linha 10. Entretanto, sei fazer ótimas pipas. Vai entender... Lembro do meu irmão soltando pipa em cima de caixa d'água e gritando: Dá linha! Dá linha, porra!!
Nessa época juvenil, eu gostava era de bola na quadra rala côco, na escola, na rua de paralelepípedo. Joelho ralado, calombo na canela, dedão esfolado,... No dia seguinte, mais futebol. O melhor futebol do mundo. Quem caía passava a mão no joelho sangrando e seguia o jogo. Chegando em casa banho ardido com sabonete na ferida e Merthiolate.
O "menino" Neymar não passou pelo Merthiolate root. Vive envolto numa bolha de paparicos e, a cada queda, seu absurdo coitadismo de criança mimada não suporta ser contrariado. Na minha escola seria chamado de viadinho. Sem que isso tenha qualquer conotação depreciativa de gênero. Viadinho é o mimadinho. O "dodói". O enjoado arrumadinho. O dono da bola que não sabe perder e ficar esperando a vez na partida de fora. Quer levar a bola embora.
Sua atitude em campo, faz parte do pacote daquele que se acha perseguido, do que não bota a cara em entrevista na derrota, do que ainda não aprende a ganhar pois não sabe perder.
Depois da última tirada dele que não sabe se tem forças para seguir, que pese sua absurda técnica: Neymar, dá linha, porra!!!
quinta-feira, 24 de maio de 2018
VIRANDO PÃO
Tô vendo aquele apoio incondicional à greve de "caminhoneiros" que aumentou o preço de um monte de produtos, fez desaparecer combustíveis dos postos e fez cair as ações da empresa que seria a grande vilã dessa história.
Entendi que quem bancou essa greve tem CNPJ, não CPF. É um grande engano que há uma mobilização de uma categoria de trabalhadores, ou as balas de borracha já estariam comendo soltas.
É um segundo grande engano que esta greve trará resultados para uma maioria.
É um terceiro grande engano que o problema foi gerado exclusivamente pela Petrobrás.
Agora o governo tenta passar por negociador (atrasado como sempre) com as empresas de transporte - e não caminhoneiros - a crise que foi gerada somente por sua incompetência absoluta em investir em malhas de transporte que hoje dependem quase que exclusivamente de meios rodoviários.
Observar que os representantes efetivos dos caminhoneiros saíram da mesa de negociação ao perceber o que se passava de verdade, ou seja reduzir impostos para os patrões.
Logo, os trabalhadores foram embrulhados no papel de pão mais uma vez.
