domingo, 11 de fevereiro de 2018

"SAIU DO GRUPO "

Ainda a pouco fui adicionado juntamente a 39 incautos a mais um grupo no Messenger  do FB.  Como já estou cascudo do WhatsApp fui direto na opção "sair do grupo".

Mas antes, "Blim" " quem é você?"; "Blim"  "quem me adicionou?"; "Blim" "sacanagem"; "Blim" "se eu pego o filho da phluta..." . Ficou parecendo um episódio de "Tunel do Tempo" (ops, entreguei a idade!")

Os criadores das redes sociais, apps e futilidades em geral (ora, tenho meu momento fútil também, por que não ?!) deveriam criar algo como um semancômetro, um pardal, um radar qualquer que gerasse multa para cada bobão que te insere em grupos "nada a ver/ nada consta/ nada acrescenta".  Vou criar um grupo para protestar contra essa prática e vou te adicionar...

Lembrança de outubro de 2017

O SEU PAPEL

Na administração pública, seja em qual esfera for, causa e consequência do "indevido" são sempre as mesmas: desvios de dinheiro enchem as burras dos administradores e legisladores (com raríssimas e bem aventuradas exceções - é bom que se diga); indícios de corrupções e fraudes são comprovados; defensores dos errados balançam os rabos dóceis, castrados e fiéis a uma lógica burra ou comprada; opositores praguejam como se pecados não tivessem; corruptos e corruptores tentam defender o indefensável; o dinheiro para fazer a máquina funcionar some de vez; aumenta-se os impostos, taxas e contribuições para tentar salvar o navio até as próximas eleições; e o contribuinte, como sempre, cumpre seu papel na orgia.

FRASES FEITAS

Sei lá... Acho que todo mundo devia lembrar que sua mãe, em algum momento da vida, te disse: "você não é todo mundo".

Basta ser você que está bom.

Tenho achado que o sentimento de "despertencimento" é bem melhor do que o coro burro da galhofa gratuita, do bom-mocismo coletivo de ocasião ou do odiozinho boboca sobre qualquer coisa de tribos na rede.

Lembro do verso da velha canção: "os outros são os outros, e só".

Lembrança de dezembro de 2015

BURACOS DA DISCÓRDIA

Já tem tempo que a gente ouve reclamações por causa da tomada de três pinos.  Aí, numa espécie de celebração,  os fanfarrões dos caras fabricam um adaptador  (ou benjamim) no qual, dependendo do plug, só dá pra conectar um aparelho, pois os dois encaixes são voltados para dentro e a maior parte dos aparelhos que tem esta maldição, têm os machos com os fios voltados para os lados .
Eram deuses os astronautas ou serei eu o ignorante?
Ah, repare que os fabricantes desta maravilhosa solução, fizeram os furos da esquerda, menores que os da direita - e isso não vale como análise política, são somente buracos.
Não tenho o menor interesse em perfis técnicos do desenho industrial do artefato.  Só preciso ligar dois aparelhos ao mesmo tempo. Custa?!
Custa. 5 pratas no camelô.

Lembrança de fevereiro de 2016

CALÇAS RASGADAS (da série: PERDENDO AMIGOS)

Desde criança ouço falar do Lula. Antes do apelido virar nome. Lá nos anos 70. A maioria aqui nem era nascida. Havia uma aura de contestação ao establishment e isso era bom. O discurso virulento contra as calças e costas largas do alto empresariado. Um sindicalista sem dedo que demonstrava insatisfação de uma forma diferente. Um punk operário. Alguém que, embora eu percebesse ter uma visão limitada - suas convicções eram voltadas exclusivamente às necessidades dos operários do ABC Paulista - respeitava.
O tempo passou. Lula fundou um partido, virou parlamentar, candidato a presidente derrotado algumas vezes ainda contestando as políticas do Estado no qual estava inserido, até que...
...entendeu o jogo.
Tornou-se o Lula paz e amor. Aí Luís Inácio virou mais um, como sabemos hoje. Navegou no Plano Real depois de contestá-lo. Pelo projeto de poder, alinhavou acordos que beneficiaram cúpulas de empresários, partidos políticos e agregados - exatamente a prática que dizia combater por toda vida pública. Um acordo social que vende uma imagem de socialismo tupiniquim mas suprime impostos de empresários financiando consumo, num capitalismo combatido somente no discurso. Que distribuiu dinheiro entre famílias miseráveis para torná-los pobres orgulhosos cheios de carnês na gaveta e sem saída sustentável de educação de qualidade e oferta de emprego.
Lamento que alguém tenha tido nas mãos um país inteiro pronto para o desenvolvimento econômico e social e preferiu um pacto com o poder e a estagnação.
Hoje, as calças rasgadas do movimento punk viraram uma moda descartável. Sindicalismo virou associação ao conchavo partidário.
Ontem quando a Ministra Carmen Lúcia no STF bateu em um homem que tenta parecer o que poderia ter sido, eu lamento. Não lamento um voto, pois nunca votei nele. Lamento o que poderíamos ser e não somos. Onde poderíamos estar e não estamos.
Lamento não poder botar calças rasgadas sem parecer estar na moda.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

PROCESSO SELETIVO (da série: PERDENDO AMIGOS)


Fico aqui pensando que ser eleito para algumas legislaturas não deve ser um trabalho tão difícil. Se quiser mesmo, precisa defender uma minoria qualquer, levantar uma ou duas bandeiras, assumir um discurso voraz contra um estado incompetente e conseguir algum suporte financeiro. É uma boa receita, não?!
Encontramos casos de "sucesso" por aí. Alguns me vêm à mente. Sérgio Cabral, o guardião dos aposentados - espero que se aposente na cadeia. Jean Willis, o defensor estridente da causa LGBTSTUVXZ, e, ultimamente, seu antagonista planejado (feitos um para o outro), Jair Bolsonaro, a voz dos militares no plenário. Veja a diversidade é um princípio democrático perfeito. Opiniões e representatividades, mesmo divergentes são bem vindas no pacote. Não se sobrevive só de pizza de muçarela.
Voltando à vaca fria, este último, é o seu Jair, com cara de síndico em reunião de condomínio, após mais de um quarto de século como congressista, teve apenas dois projetos de lei aprovados. Sua relevância política na casa legislativa aparentemente é ínfima. Na minha vida, é nula.
Agora, como todo cidadão deste país, ele tem direito à candidatura à presidência. Fiquei aqui pensando nele sentado ao lado de Angela Merkel. Discursando no púlpito da ONU. Na foto do G20. As imagens se esmaeceram de imediato. É isso! A alcunha de mito é uma fantasia do imaginário infantil, como o Saci Pererê, o boitatá, a mula sem cabeça,... Quando crescemos são esquecidas na memória. A não ser que você queira permanecer em uma eterna infância. 
Não há cacife que banque um bravateiro por muito tempo. Collor foi assim. Não há capacidade por trás de um discurso lugar comum. Vagas ideias fixas repetidas à exaustão. Um grande vazio. Se alguém fala o que o populacho gostaria de ouvir, não seria por isso que deveria votar neste ou naquele. Um ex-presidente aí é o exemplo deste caso. Agora ele se envolve em outros casos, só que no judiciário.
É óbvio que exijo que meu candidato esteja bem cotado no  ECA!!! 
Será que ele passa no segundo item?
Não ter um processo nas costas é uma das coisas mínimas que você exigiria para alguém que quer casar com a sua filha, imagine para um candidato à presidente. É algo como a Libertadores para o Flamengo. É obrigação.
No processo seletivo à presidência, para mim, ele não passa da primeira etapa. Passa, talvez, pela entrevista do RH, repetindo o discurso decorado , ensinado por um Max Heringer da vida, mas não passa na entrevista com o gerente. Faltam-lhe habilidades e competências. É bom que sejamos o gerente de todos os possíveis candidatos. 
CPF limpo não basta, garoto.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

PERDENDO AMIGOS

Faz uns dias, saí de casa para uma frívola viagem de Van a caminho do trabalho. Tinham combinado um horário com os passageiros e saíram antes. A combinação foi feita no WhatsApp. Mostrei que estavam errados, saí do grupo e segui a vida. Meia hora depois alguém que não conheço passou mensagem defendendo o erro do horário do motorista. Tenho sido um sujeito educado e pacientemente observei o que tinha acontecido. Recebi uma repreensão de alguém que não conheço por estar certo.
Fui educado só pra encerrar a discussão e disse "bom dia" por três vezes para tentar encerrar a conversa. Antes do último "bom dia", recebi a recomendação para sair mais cedo e ao final um "fica a dica".
Poucas coisas me deixam tão irritado quanto ler um "fica a dica". É escroto. Falta de recurso ao escrever. Detesto frases feitas.
Fiquei lembrando do filme Cidade de Deus quando Zé Pequeno lembra que esqueceu de matar o Mané Galinha: "Por que qui eu não matei aquele filho da..."
Zepequenei.
Para não ficar calado perante uns papos bobos feito o ou à Idiota da  Van - não sei o gênero de quem entrou em contato comigo - volto à escrita de uns parangolés. Para não deixar passar nada...

Por mais que eu fique aqui caladinho sem realizar avaliações em período pré campanha eleitoral, não consigo segurar os dedos por onde saem as coisas que penso a respeito de determinadas figuras públicas.
Assim, embora saiba que isso possa gerar um mínimo barulho por estar contrário a opinião e/ou convicção deste ou daquele, vou mandar. Como não estou afim de discussões sobre o que penso, não responderei a ninguém. É um monólogo.
Está lançada a série "Perdendo Amigos". Quem estiver afim vou colocar sempre o link.
Então fica dica, idiota da Van.

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

PESQUISAS

Ambulando de fones nos ouvidos, ouvi a notícia que, em estatísticas realizadas pelo IBGE,  uma a cada quatro  pessoas de 18 a 29 anos no Brasil, neste momento, não estudam nem trabalham.
O que escrevo agora, parece bater em bêbado - o que, de certo, me parece um pensamento  literal. Alegações de perseguição já são tão lugar comum entre os pares das administrações petistas partidos "aliados"- a si mesmos - e os outros, contrários a todos (nós),  jogaram o presente e o futuro de milhões no lixo sem a menor preocupação de parecerem honestos.
Tento mentalmente fazer a conta  e me perco. Quanto tempo se leva para deixar um país destroçado e botar banca de governo social? Quanto tempo levará para descobrirem que discursos contrários desejam apenas ocupar e manter o poder para si.  Uma década, duas, três,...
A simples troca de levianos no executivo e a permanência de centenas deles no congresso e câmaras país afora, unidos todos num estranho instinto de autopreservação apartidário, e sob não tão velada e estranha proteção do judiciário falam e - é com enorme pesar digo isso  - falarão por si por um longo tempo.

Lembrança de dezembro de 2016

domingo, 28 de janeiro de 2018

ORNITORRINCO

Na tv uma matéria sobre o ano novo  chinês. A resposta de um simpático senhor a respeito do novo ano dada ao repórter:
"Galo é metal, e metal simboliza justiça."

Minha fraca compreensão sobre o oriente não me permite comentar o assunto. Mas me permite, aqui, dentro do pote de  Hellman's, fazer associações semelhantes ao meu modo:
Ornitorrinco é pedra, e pedra simboliza ansiedade.
Tamanduá é ar, e ar simboliza estupefamento.
Pirarucu é gás, e gás simboliza alergria.
Panda é madeira, e madeira simboliza energia.
E vou por aí...

Lembrança de janeiro de 2017

domingo, 14 de janeiro de 2018

O LIMBO

Vou procurar um par de meias na gaveta. Daquelas que não cobrem a canela - sei lá o nome. Cata daqui, cata dali, achei seis. Seis meias sem par. Uma da Nike, uma da Adidas, uma da Lupo, uma da Topper, uma Raffarilo, uma não identificada. Parece roubo de mostruário. 

Quando você compra tem que usar logo pois pode ser a última vez que você vai vê-las juntas.
Depois da primeira noite no cesto de roupas, um encantamento leva um pezinho para longe, deixando o outro na solidão. Talvez para o mesmo lugar das tampas dos potes de cozinha.

É a terra do nunca, onde anões são sepultados e encontramos as cabeças do bacalhau. Algum lugar entre o Triângulo das Bermudas e o mundial do Palmeiras. Algum lugar entre o sabor do almoço do KFC e o sinal da TIM.

Como tenho que calçar alguma coisa, coloco o casal Nike e Adidas. Mas vou cobrar o anúncio. Cinquenta por cento de cada.