sábado, 15 de novembro de 2014

FOI PRAGA DO VISCONDE !



Depois de 28 comandantes (é, eu fui lá contar !), hoje comemora-se (?!) o aniversário de número cento e vinte e cinco, desta nau que segue à deriva, flutuando sobre o Atlântico Sul.

Em que pese a boa vontade do velho Marechal Deodoro que saiu de seu recolhimento, vencendo uma asma ou uma dispneia qualquer, depois de ouvir o blá blá blá de uns revoltados da corte, para largar seu cobertor quentinho, vestir  roupa de campanha, dar uma volta em seu cavalo no Campo de Santana, driblando os camelôs, trombadinhas, cones da pista reversível , guarda municipal balançando os braços, dois motoboys atropelados, três manifestações de qualquer coisa, para enfim gritar com a pouca força que seus pulmões dispunham naquele momento  “Viva a República”, e ao voltar para casa, ao tirar suas botas, puxaria o ar com força e se perguntaria: caralho, será que vai dar merda ?

Deu.

O futuro nos revelaria algumas durezas republicanas: a velha e a nova repúblicas; Estados velhos, novos e corruptos; alguns  golpes e ditaduras; mortes pré- eleitorais de candidatos,  um suicídio, um presidente eleito morto antes da posse, uma renúncia, um impeachment,... Cento e vinte e cinco anos danados esses.

Na última metade do percurso que esta barca chamada República navegou, nós assistimos do convés com rodos nas mãos e Havaianas nos pés, os comandantes atolarem em bancos de areia, baterem em recifes de corais, enfrentarem tempestades por estarem preocupados com seus próprios umbigos. Davam atenção a outras coisas mais importantes que comandar o navio. Bradavam ao chegar na cabine: vassourinhas e caça a marajás; confiscos e congelamentos; trocas de moedas e empréstimos externos;  cinquenta anos em cinco; bolsas e pronatecs; baboseiras para nós, a marinheirada suada...

Já faz alguns meses, enquanto a nau entrava em um redemoinho no triângulo das bermudas, que a primeira "comandanta” e seus imediatos calavam a boca para qualquer coisa que dissesse respeito a “lavagem à jato” do navio - "melhor deixar sujo, né gente ?!".Preocupavam-se em lavar mal lavado  outras  coisas nos últimos anos de viagem.

Mas tudo isso é praga do Visconde de Ouro Preto – ouro preto (?) hmmm, as coisas começam a fazer sentido – que em defesa da monarquia, da qual participou efetivamente, escreveu: A república se levantou sobre os broquéis da soldadesca amotinada, vem de uma origem criminosa, realizou-se por meio de um atentado sem precedentes na história e terá uma existência efêmera!”

A existência é longa, mas a origem continua criminosa.



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

IDONEIDADE DA INFORMAÇÃO


Mas é lógico que todos têm direito às suas opiniões.

Até as opiniões pagas, são legitimas. Seu ônus é o caráter duvidoso e parcial. Deixa de ser opinião e se torna propaganda.

Quando um formador de opinião, ou uma agência trocam seus serviços em nome de campanhas promocionais de marcas sem idoneidade, tornam-se alvos- e acrescento, com justiça - de comentários fortes sobre seu caráter obtuso e mercenário.

Hoje, temos ferramentas de acesso à informação que antes não dispúnhamos. A mídia impressa, o rádio e os primórdios da TV, eram a única fonte de informação de massa, e muitas vezes, tratavam as notícias com parcialidade. Ou ainda o conhecimento raso sobre determinado assunto imprimia ao grande público a degustação panfletária deste ou daquele lado.

Goebbels defenestrava de aviões nazistas propaganda antissemita em “santinhos” hitleristas. Hoje só é preciso um post para disseminar ódio ou informações duvidosas. É bom perceber que palavras, quando repetidas sistematicamente ainda podem virar verdades na cabeça dos sem-noção.

Aqueles que não têm acesso e consequente conhecimento dos alinhavos e conchavos que rolam como pedras por aí, é bom ter muito cuidado com as palavras gritadas ao vento, e da credibilidade de determinadas fontes.

Com a velocidade atual e a diversidade de meios de consulta, ater-se a comentários ou à propaganda de um único veículo ou fonte é dar um tiro, não no pé, mas na cabeça. A única prejudicada é a própria inteligência. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

ENQUANTO ISSO NO CAMPUS...



Vendo somente as manchetes, (de janeiro até agora, ok?!) os casos de estupros; da morte de um estudante encontrado afogado na raia olímpica da universidade depois do consumo de drogas durante uma festa; da quebradeira no começo do ano e consequente invasão no campus cometida por alunos que manifestavam-se para que a força policial não entrasse nas dependências da USP para cumprir seu dever e conter uma onda de assaltos e de tráfico comprovadas (sob o contra-argumento débil e energúmeno de se sentirem "oprimidos" pela segurança pública); dos casos de trotes violentos, constrangedores e preconceituosos, entre outros absurdos, só me faz ter a percepção do tipo de pessoa de se infiltra como aluno, ou "amigo de aluno" na maior universidade do país e, em qual ambiente irão tentar obter formação os nossos futuros profissionais.


Para mim o ambiente de um campus deve estar TOTALMENTE voltado para o desenvolvimento intelectual e aprendizado da aplicação deste conhecimento.

E SÓ !!!

Festas no campus? Raves? Trotes? Proibição total !!! E aplicação da lei. Estudantes são cidadãos como quaisquer outros - nem mais, nem menos. Hoje estou radical !!

Se querem festas, tomem chá em suas casas com um livro nas mãos, sob supervisão de seus pais ou responsáveis. Encheu o saco !!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

"CARNAVAL"





      "Acordou excitada. Seria seu primeiro desfile na avenida. Onde morava causava frisson. Sua silhueta alongada, mas com curvas perfeitas nos lugares certos; seus cabelos com ondulações que lembravam mares, sereias; seu sorriso belíssimo com covinhas que surgiam brindando os olhares desejosos tornava-a linda. Uma princesa desfilando nas ruas do bairro. Seu ego inflado pelos olhares masculinos, no entanto, não representavam nada.

Tudo o que ela queria era que aquele homem com quem encontrava no ônibus todas as noites olhasse para ela. Por que ele nunca olhava para ela? Enquanto todos os outros conversavam baixinho quando ela passava; puxavam conversa com ela sob qualquer pretexto; olhavam para ela sorrateiramente ou explicitamente; ele, somente ele, dispensava olhares para qualquer outra mulher, menos para ela. O que ele queria? Que ela falasse com ele? 

Perguntasse “Ei, eu estou aqui. Sou maravilhosa, você não acha?” O que ele queria? "


Trecho do livro : "Carnaval"
Lançamento em janeiro de 2015




domingo, 9 de novembro de 2014

BENGALAS


Na última quarta, vi um post amigo(a) que dizia logo no começo da conversa: "cansei de adolescente". Reclamava de um vício de linguagem; talvez o mais chato dos últimos tempos. Concordei. 

Tudo bem, a língua evolui, bordões são assimilados, gírias fazem parte do cotidiano de determinados grupos e tal... O que perturba é quando o vício está em todos os lugares, bocas, ouvidos e se repetem em todas as conversas. Uma  grande bengala da língua. Muitas vezes sem o menor sentido de estar ali.

As horas passaram apressadas durante o dia, como se não quisessem esperar por mim, que andava devagar por causa do meu guerreiro e combalido tornozelo torcido, ainda em fase de recuperação. Sem nenhuma bengala, "devagar, devagarinho" como Martinho, andei até a estação das barcas no final do dia, onde pude constatar o que o post da manhã reclamava. Tento transcrever, a conversa que ouvi durante os quarenta e cinco segundos enquanto esperava a barca encostar no pier. Juro que não é mentira, muito embora não tenha gravado palavra por palavra, o teor foi este:

"- ... Tipo, tô com saudade do meu irmão.
 - Pô, tipo você reclama tipo o tempo todo dele.
 - Mas ele viajou e tipo faz maior falta. Eu queria ter tipo três irmãos como você.
 - Por quê?
 - Tipo eles seriam tipo companhia. Minha mãe fica tipo o dia inteiro fora. Tipo workaholic. E tem aquilo. Como ele viajou, o Mr. X, não vai mais lá. Tipo deu um tempo e eu fico nessa. Tipo morrendo de saudades. Ele não liga, sabe? Tipo dando um tempo. Tipo assim: dando gelo. Eu fico tipo insegura. Ontem não fui nem a aula. Tipo fiquei mal mesmo. Entendeu ?! Minha mãe ontem perguntou tipo mãe (?) o que é que eu tinha, tipo pra fazer uma presença. Eu fiquei na minha. Tipo não disse nada. Entendeu?!"

Ainda bem que a barca chegou e pude cruzar a bela e suja Guanabara pensando em tipo outra coisa, entendeu?!



*                    *                    *


Pessoal,

convido a todos a uma visita no meu site humilde e limpinho é só clicar aqui . Deixe sua impressão e compartilhe. Vocês são muito bem-vindos !!

Beijos e abraços !!


domingo, 2 de novembro de 2014

TEOREMA DE DOMINGO


Tirei o domingo para não fazer nada !

Levantar cedo? Hm Hm... Ir à piscina ? Hm Hm... Praticar algum esporte? Hm Hm... Ajudar a agitar um almoço? Hm Hm... Até mesmo ver TV na cama, não parece uma opção interessante.

Saí por aí, sem pensar nos pratos depois do almoço, sem pensar no trabalho, sem pensar em estudar ou ler os livros que comprei, sem pensar na farofa rançosa da política dos últimos dias, sem pensar em nada. 

Quando voltei, gelo no tornozelo recém torcido. Para não deixar o restante do corpo com ciúmes, uma boa gelada pois o calor é imenso.

Meu computador me fala agora que "as definições de vírus foram atualizadas". "Obrigado" - agradeço à voz feminina que vez por outra fala comigo desta máquina nervosa. Minha resposta é mais constante e automática que o boa noite respondido ao apresentador do telejornal. Ela me parece bem educada; não custa nada.

Para entrar no clima, clico na pasta "O Rappa' e seleciono o arquivo "Me deixa". 

A gelada está acabando e nem está mais tão gelada assim.

Fico navegando pelos sites, aqui e ali e deparo com um pequena manchete com o título "Sobre a arte de viver", mencionando Roman Krznaric, que era tema de um grupo de debate e tal; mas isso é outra história.

Acho que a tal arte de viver tem muita relação com as liberdades que você se permite e que de uma maneira ou outra afetam às pessoas a sua volta.  Se essas liberdades te fazem bem, se o sentido disso ou daquilo caminha paralelo com as suas convicções ou desejos.

Escrevi numa pseudo letra de música que "A arte de viver/ é a arte de morrer/ todo dia/ sem sentir doer". Talvez seja assim, pois desde que nascemos estamos morrendo. Nossas células se renovando e tomando lugar das outras que se foram. Os radicais livres agindo em nossos tecidos. O ar e o sol envelhecendo nossa pele. Penso no comercial da Avon.

Tem gente que compõe essa arte ou a busca de sua própria felicidade a partir de caminhos distintos. A disposição para o trabalho, o desenvolvimento pessoal, o alinhamento com preceitos religiosos, o convívio familiar, a procura da fama, o desejo da riqueza financeira, etc. Para estas, a composição vem de fora para dentro; mesmo que em algum momento ela acabe sendo interiorizada.  Eu que vivo ouvindo música lembro de mais um versinho: "É só você que deve decidir / o que fazer pra tentar ser feliz" - no tal "Teorema" do Renato.

Sou um sujeito simples. Hoje o MEU Teorema foi composto por acordar bem tarde, um almoço com a família por aí, dar um presente a quem amo muito, um delicioso sorvete de tangerina, um banho de mangueira de roupa e tudo, uma cerveja bem gelada e escrever essas besteiras que um ou outro vai ler. Para quem não ia fazer nada, até que fiz muito e estou feliz. Mesmo com o tornozelo "meia boca".

E no SEU Teorema? Tudo se encaixa?

Tomara que tenha sido bem desenhado nesse domingo.







domingo, 26 de outubro de 2014

A PARÁBOLA DOS BOTÕES



Quero falar sobre o risco.

Sabe aquele momento em que a beleza do risco é maior que a segurança? E que a prudência deixa de ter graça e você arrisca compulsivamente pois este risco dá o prazer que você precisa, e ganhar ou perder já não tem tanta importância assim?

Tenho um irmão mais velho com quem aprendi os segredos desse futebol imaginário, com o cover de Valdir Amaral durante as partidas que invariavelmente ele fazia questão de narrar. Já que a onda agora é estatística, acho que eu conseguia ganhar uns 15% das partidas contra ele em "campeonatos" em que usávamos times com botões diferentes - tínhamos muitos. Mas aí ele casou e paramos com a pelota, dadinho, botãozinho e coisa e tal e o que me restou eram partidas contra meus colegas de escola.

Fiquei lembrando desse período quando eu jogava com a molecada. Entendo agora porque 85% das vezes ele me ganhava, e porque 85% das vezes eu ganhava dos moleques da escola.

Durante muito tempo treinei fraternalmente com um jogador muito mais veloz do que eu. Ele executava três ou quatro vezes mais chutes que qualquer outro adversário que já tive. Peguei a manha e passei a fazer o mesmo. Não havia distância, bola perdida, sem jeito, ângulo errado, dedinho para ajudar, palheta secreta. Eu fazia muito mais gols que os outros. Minha chegada ao gol eram muito mais rápidas e em muito maior quantidade que a dos adversários. As palhetadas eram muito menores e mais objetivas que o tec-tec dos outros moleques. É lógico que eu também perdia. Mas nos campeonatos eu era "o cara" que os adversários paravam para assistir.

"Prepara"
"Esse chute é impossível !"
"Prepara"
"Preparado"
"Tec... ssssssss"
E o toque de casquinha na lateral do botão encaminhava a bola por cobertura nos goleiros feitos da caixa de fósforo, chumbo e madeira, descrevendo a parábola que morreria no fundo das redes adversárias...
"É Rede !"
"Que isso...?!"

O volume de jogo que meu irmão fazia comigo e eu fazia com a molecada era o fator decisivo para mais vitórias. 

Na adolescência, na escola estadual pela qual passei, com a libido exacerbada de todos os "machos adolescentes  espinhentos entumecidos" por qualquer coisa que se mexesse e usasse saias, minissaias, shortinhos, calças de lycra (era moda!) ou algodão, quando meus colegas de escola diziam: cara, aqui tem muita garota feia! O que não excluía que existissem as bonitas de bom coração. Então eu respondia: O importante é que tem muitas ! A quantidade acaba gerando a qualidade. É só escolher direito... E arriscar ! Naquela época, dava certo.

Mais tarde e já adulto, meu velho pai, hoje no céu, entrou no ramo da camelotagem. Muito trabalho, muito suor, muito risco. Chegou a ter três bancas com produtos completamente diferentes. A variedade e quantidade dos produtos que ele vendia davam-lhe um reforço financeiro constante. Comprava muito, de forma variada, vendia muito e tinha um bom lucro no final de cada dia. Investia todos os dias. Gerava resultados todos os dias.

Dessas coisas todas, fico pensando que a gente não precisa fazer as coisas sempre do mesmo jeito. A menos que queira ter os mesmos ou menores resultados. 

Vale a pena arriscar. E arriscar muitas vezes! Tentar a jogada que ninguém tentou por medo de errar. Vale tentar o chute impossível. Aquele que só você poderia fazer...
Tec... ssssssss


Ah! Quem estiver afim de uma partida de botão, é só chamar...


ECA !



Hoje, cada um tem seus motivos para votar em quem quiser.

Eu tenho os meus.

Aliás, faço o mesmo tipo de reflexão para cada escolha que eventualmente preciso fazer. Pode parecer brincadeira, mas uso a ECA ! A "Escala Clayton de Aceitação". 

Se passar por determinados critérios entra na minha lista. Ou seja, se eu não tiver motivos que julgue suficientes para para torcer meu narigão e fazer um "ECA", interjeição perfeita, que minha filha usa de vez em quando, digo: "Ok, pode aceitar esta escolha." Esses critérios são avaliados nível a nível. Falei sobre este modo de escolher com um bom amigo na semana passada, quando o assunto eram as escolhas do governador do estado. Mas valem perfeitamente para presidente.

Resolvi fazer um exercício a partir do Governo Federal a que nos submetemos nos últimos anos, desde lá do comecinho do mandato, por entender que se alguém quer permanecer no poder, precisa demonstrar logo de início ao que veio e por não querer receber influência das últimas conquistas midiáticas que a máquina estatal gosta de divulgar próximo a qualquer eleição.

Vamos ao jogo para ver se esse pessoal avança nas fases:

1o. nível - Pratica ou aceita a corrupção ?

2o. nível - É competente na gestão de seu cargo (no caso, o executivo) ?

3o. nível - Existem projetos ou propostas relevantes com as quais eu concorde ?

4o. nível - Suas ações favoreceram ou favorecerão  a todos ou só a um grupo ?


Ih !! Aí ficou complicado para atual comandante da nação diante de quatro anos de má gestão.

Logo no primeiro ano de presidência aceitou goela abaixo e também escolheu uns caras para aquele monte de ministérios que gastam meu rico dinheirinho. Olha a lista que fiz para ver ser ela passaria logo no 1o nível:

Que isso companheiro ?!
Antônio Palocci - Ministro-chefe da Casa Civil do Brasil - o "companheiro" escolhido pela Presidenta Dilma Rousseff, que pediu demissão por ter sido denunciado pela Procuradoria Geral da República por enriquecimento ilícito - seu patrimônio aumentou 20 vezes em 4 anos. 


Acho que o nome disso é nepotismo !
Fernando Bezerra - Ministro da Integração - Um homem de família !!! Empregou filho, tio, irmão, sogro do filho e tio da mulher do filho. O filho, deputado federal, teve liberados 9,1 milhões em emendas em 2011. Hmmm... 


Será que a grana oferecida foi pouca ?!
Mário Negromonte - Ministro das Cidade - chamou companheiros deputados federais para um conversa amistosa, onde ofereceu 30.000 a quem apoiasse politicamente seus projetos. Foi denunciado pelos próprios deputados. 


Hmmm... esses caras não fariam nem a garagem aqui de casa!
Alfredo Nascimento - Ministro dos Transportes - montagem de esquema em sua pasta com base na cobrança de propinas de 4% das empreiteiras e de 5% das empresas de consultoria que elaboram os projetos de obras em rodovias e ferrovias. Estas empresa teriam em troca garantia no sucesso das licitações, seriam beneficiados com superfaturamento de preços e teriam liberdade para fazer aditivos, o que também elevava o valor das obras. 


Ninguém presta contas a ninguém nessa casa ?!
Carlos Lupi - Ministro do Trabalho - acusado de liberar R$ 300 milhões em recursos para Organizações Não-Governamentais (ONGs) “apadrinhadas”, sem prestar contas a ninguém. 


ONG's novamente...
Pedro Novais - Ministro do Turismo - uso de dinhero público em despesas pessoais, improbidade administrativa. Seu secretário executivo foi preso pela PF por liberação irregular de verbas públicas para ONG's. 


O Rei da Voz... Ops, não, não !! 
Orlando Silva - Ministro dos Esportes - apontado como beneficiário de um suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio de convênios de sua pasta com ONGs, pelo policial militar João Dias Ferreira, investigado como integrante do grupo. Houve ainda a acusação do ex-ministro ter estado à frente de um programa governamental, o Segundo Tempo, e que seria destinado a promover a inclusão social mas que, na realidade, teria se transformado em instrumento político-eleitoral, e através do qual, teria firmado contratos, sem licitação, que somaram cerca de R$ 30 milhões, com ONGs ligadas ao partido.


Em defesa da corrupção, chame a Karlinha !!!
Wagner Rossi - Ministro da Agricultura - acusado em licitações fraudulentas na Comissão de Licitação do Ministério da Agricultura. Em uma delas, os licitantes teriam que repassar 2 milhões  para poderem ganhar seus concorrentes. O presidente da Comissão de Licitação, Israel Leonardo Batista, disse que registraria a acusação em ata e a encaminharia à Polícia Federal. Não demorou para que fosse chamado à sala da então coordenadora de logística do ministério, Karla Carvalho, onde recebeu a ordem de não tomar nenhuma atitude. Karla já era, na época, figura de confiança de Rossi. De lá para cá, só subiu na hierarquia da pasta - se tornou secretária executiva do ministério.


Tá bom... Tá bom... Todos esses ministros saíram de suas pastas; ou como disse a chefe suprema, "não vamos tolerar o mau feito". 

Mas segue uma pergunta: ALGUM DELES FOI EFETIVAMENTE PUNIDO ???? ESTÃO PRESOS ???? Ou simplesmente voltaram à vida pública em seus antigos cargos ou remanejados para outros onde permanecem usufruindo do que "conquistaram" ???

1o Nível - NÃO CUMPRIDO !!! 

Nos demais níveis, nem tive o trabalho de pesquisar; é muita coisa para um só eleitor...

Já deu para ver com a escolha dos ministros que as coisas são complicadas. 

Nos últimos tempos, deu para ver no caso confesso da PTrobrás, que além de assinar documentos que comprovam mau uso de dinheiro público, ainda, em primeira ordem saiu em defesa do indefensável. Deu para ver nas últimas semanas que seu projeto para educação se resume ao PRONATEC. Deu para ver durante todo o mandato o programa de mendicância social, chamado Bolsa Família, como suporte eleitoreiro... 

Deu para ver que as argumentações de qualquer defesa acaba numa gagueira nervosa e sem sentido. 

Para mim, já deu o que tinha que dar.

EM QUALQUER JOGO, GAME OVER. PARA MIM, ECA !!!!

Mas como não depende só de mim, cada um que faça suas reflexões na urna. Eu fiz a minha.

















domingo, 19 de outubro de 2014

SLATER, O MONSTRO DAS DUAS VOLTAS !!!




Gosto de esportes em geral. Quando alguém faz algo especial, sim, é necessário que se fale, que se veja, que se aplauda. 


A "sinistralidade" de Slater e seus 11 títulos mundiais no surf são incontestáveis. Alguns atletas de alto rendimento são assim. Não vou afirmar que jamais irá aparecer outro cara que reúna condições técnicas, habilidades físicas, percepção do melhor aproveitamento das condições desse esporte, concentração, etc. O que acho curioso é a reinvenção de si mesmo em um esporte que evolui a cada temporada. 


Ele chegou em um nível onde ganhar uma grana por torneio é importante, mas a prática do esporte é o foco. O prazer do "fazer" parece ser a maior recompensa.


A plasticidade do surf me encanta desde molequinho. Nunca pratiquei e sei que não levaria menor jeito. Mas dá para perceber aqui da areia quem é "o cara".


 CLICA E OLHA BEM O QUE ELE FEZ: 720 DO MONSTRO !!!


Como canta Marcelo D2: "É sinistro cumpadi / É sinistro..."


OS BOIS


Passei os últimos dias só observando. Vi e ouvi enormes babaquices. 


A boiada caminhando tranquila pelo curral mugindo feliz para seus donos antes do abate. Coitados... É tal o barulho que fazem, tal o volume da baba que escorre pelas de suas bocas, que dá a impressão que apreciam um bom churrasco. Eu, como vou por outro rumo, fujo deste abate voluntário, quase cego, da boiada ruminante que espera pelo capim sacrossanto da politicagem nacional. Já disse que agradecer político é dar gorjeta no self-service. Um despropósito, Desperdício de energia. Problema seu concordar ou não.

A parte estes tempos de ficar escolhendo entre a marreta e a pistola de ar comprimido, ando pensando em coisas menos inoportunas e mais estimulantes.

Já reparou o quanto as pessoas são estimuladas voluntaria e involuntariamente a fazer o que outras pessoas fazem? Comprar as mesmas roupas. Andar pelos mesmos lugares. Pagar pelos mesmos serviços. Falar do mesmo jeito. Ouvir as mesmas músicas. Assistir aos mesmos programas. Usar os mesmos produtos... 

Aboletam-se nas redes vociferando as mesmas palavras de ordem. Comendo o mesmo capim... Ops, não vou voltar a esse mesmo reme-reme. Crianças brincam os mesmos jogos. Adultos praticam os mesmos esportes. Outros "Adultos" à mesa com seus Smartfones comendo frutinhas imaginárias e perdendo tempo precioso. Usam os mesmos perfumes. Vestem as mesmas roupas de zebras, guepardos, tigres, cobras - a homenagem à fauna africana é ilimitada: a savana é aqui ! Os cabelos esticam-se em litros de formol e pintam-se a pinceladas cor de cutia pelas ruas do Rio. 

Acho que a parte criativa do ser está sendo deixada de lado por um curte e compartilha sem fim. "Viu, como eu sou mais igual ao outro que você?!!"

Fico pensando em que época a gente se perdeu como indivíduo para virar "globalizado". Por falar no radical "global", uns que vão dizer que a culpa é da Globo - o discurso é o mesmo. Você não pensa por sua própria cabeça e a culpa é de uma emissora de TV ! Só rindo. 

Em que momento o cara da minha esquina quis fazer a mesma idiotice que outro cara há mil e quinhentos quilômetros fez e postou na internet para zoar seu primo? Em que momento o "mirradinho" quis comprar a mesma ilusão de silicone que um mané em Taiwan coloca  dentro da cueca para parecer dois centímetros mais fodão. Ou que pular em tachinhas e postar no YouTube se tornou ato de rebeldia grupal e não uma imensa burrice? Em que momento as pessoas começaram a acompanhar a vida dos outros pela Internet como se as vidas fossem suas ?

Hoje vejo uma neurastenia viral ou um abobalhamento em frente ao espelho, onde o outro quer ser reflexo do reflexo, do reflexo... 

Seria bom que os hemisférios se falassem e encontrassem uma solução média entre a lógica e a criatividade. 

Mas, sei lá... Em outros tempos a moda não era moda. As cabeças pensavam por si mesmas. E talvez os pastos fossem mais verdes...