segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MENGÃO !!! RESPOSTA À PERGUNTA DO RICA PERRONE



Nunca coloquei nada por aqui sobre minha paixão esportiva. Sim, sou da maioria ímpar que porta altivez dos vencedores e a soberania da maior torcida do mundo. Qualquer coisa menor que isso é blá blá blá da arcoirizada sem pedigree, frequentadores de divisões subalternas - uns mais outros menos.

Mas o tal do jornalista Rica Perrone me deu uma oportunidade para falar do meu time. Este texto será datado. Sim, e propositalmente. Leiam e entenderão.


"Rica Perrone, a resposta é a seguinte: sou torcedor do Flamengo desde que me entendo por gente. As três opções iniciais de seu texto informam o que o cronista, o jornalista e até o torcedor rival conseguem perceber.
Nós, os de casa, percebemos, assim como o atual técnico, também de casa, que mais do que um time de futebol, existe uma identidade. 

A tal "mística do manto" ora pode se manifestar em uma equipe dos sonhos, como o Flamengo de Zico, ora num esquema simples e eficiente como o campeão brasileiro comandado por Carlinhos que tinham os limitadíssimos Piá e Gaucho, ora no time da estrela supernova de Adriano que sucumbiu no buraco negro da fama.

Hoje esta mística se manifesta num dos times de maior vergonha na cara que vi nestes mais de quarenta anos em que torço pelo rubro negro. Pode se exigir tudo nas arquibancadas, menos gritar o tal "queremos raça". Podem e devem surgir opiniões contrarias, e é até salutar. Mas observo que é tal a entrega, busca pela obediência tática e vontade que se vê em campo, que o torcedor percebe que tem motivos para apoiar.

O torcedor sabe que a qualidade técnica é sofrível, o que às vezes não ajuda, mas percebe também que os caras estão jogando no limite para fazer o melhor. Time "tinhoso" esse tal de Flamengo de 2014. Como torcedor espero a Copa do Brasil. Tomara que venha. A torcida e a equipe merecem muito."


12 de outubro - publicado no Facebook

CHANTAGENS DO ESTADO



Sou absolutamente contra qualquer programa assistencial que destine dinheiro em espécie a famílias carentes. A carência de boa parte das famílias brasileiras é fruto da total incompetência do Estado de prover condições de cidadania aos seus membros e a vontade política de manter esta dependência por motivos puramente eleitorais e de poder.

Cidadania não é dependência, mas independência !

Dar direito e prover ao cidadão o trabalho, e possibilidade de sustentar a si e à sua família. É prover educação gratuita com professores qualificados para o desenvolvimento dos jovens. É prover saúde à população, afinal em nossos contracheques a Previdência nos cobra por isso todos os meses.

Não devemos louvar este assistencialismo puramente político, onde o dinheiro de nossos impostos não são usados para o desenvolvimento familiar sustentável, mas para manter a condição de "mendicância social".

"Ah, mas aquelas milhares famílias pobrezinhas que não têm acesso a nada..." Incompetência e má fé do Estado!

Mas e aquela pobre senhora doente que precisa... Incompetência e má fé do Estado!!

"Mas e a criança que não tem aliment..." Incompetência e má fé do Estado!!!

"Mas sem este dinheiro muitas famílias estariam na condição de extrema pobres..." Incompetência e má fé do Estado !!!!

Não há NENHUM argumento que mude minha opinião sobre este assunto.

Para postagens com fotos de gente miserável morrendo desde Dom João Bolinha: incompetência e má fé do Estado !!!!! 

Que saco !


11 de outubro - publicado no Facebook

SOLTE A NOZ




Lendo coisas nas redes sociais cada vez mais abismado. 

Há um abismo entre as pessoas, como se as geleiras se abrissem e os esquilos cravassem os dentes em cada um dos lados da montanha gelada, agarrados na sua noz, como "A era do gelo" do Carlos Saldanha. 

As defesas disso ou daquilo deixam de ser conscientes e vem carregadas de um ódio incomum, como se de um lado só houvessem bandidos e no outro mocinhos. Defensores de verdades absolutas. Eu mesmo posso estar errado enquanto escrevo isso. Como vou saber? É a condição humana. As vezes é preciso soltar a noz.

Um humorista que costumo ler, após cada post já deixa escrito: "me julguem". E é tão ridículo que o julgam mesmo! Os tais portadores da razão... Têm horas que acho engraçado; outras não. 

Qual o sentido de haver o Fla se não houver o Flu? O vermelho se não existir o azul? O dia se não houver a noite ? Superman sem Lex Luthor ? Sem os opostos não teríamos um clássico, o lilás, amanhecer e ocaso, um bom HQ...
Queria saber de onde vem essa fúria?

Discordância é diferente de discórdia apesar do radical ser o mesmo. Podem existir o opostos, mas não há um lado se não houver o outro então, não há porquê intolerância - seja religiosa, política, de gênero, classe social, raça, etc. Sugiro que as pessoas pensem antes puxar o grampo. 

Os estilhaços da granada não conhecem direção.

10 de outubro - publicado no facebook - Paty Consciente

RECADO A FAVOR DE SUA SAÚDE



"Vem chegando o verão / com calor no coração..." os primeiros acordes e versos de "Uma noite e meia" de Marina Lima, vem seguidos de um tapa no braço para matar um Aedes Aegypti.

Ainda é primavera e eles continuam espreitando avisados e desavisados por aí. Preocupa-me o verão, quando a infestação é maior. Tento ser mais rápido e consigo - "pá!!" - matei!

O problema é que eles têm família grande e a vizinhança (e nós mesmos, não vamos fugir da responsabilidade !) que as vezes se mobiliza por um dia, uma semana, durante a campanha contra a dengue se esquece e começa acumular traquitanas no quintal e criar o lar perfeito para os ovos de mais e mais mosquitos.

Então pessoal, por favor, a água, que hoje em dia é pouca, não deve ficar parada esperando "mosquitas grávidas" querendo perpetuar a espécie.
Descobri outro dia que o Aedes Aegypti transmite também a "Febre Chikungunya" quem tem os sintomas semelhantes à dengue: "É uma doença transmitida por vírus e é comum febre, dor de cabeça, coceira na pele, os mesmos sintomas iniciais que a dengue. Com o passar dos dias, a pessoa começa a sentir fortes dores nas articulações, principalmente nos pulsos e tornozelos".

Então pessoal, atenção...

09 de outubro - publicado no Facebook - Paty Consciente

O QUE DÁ PARA FAZER NAS PEQUENAS CIDADES?



Quando vou a passeio ou a trabalho a algumas cidades de estrutura e população pequena, tento perceber as suas "vocações". Na maior parte das vezes não consigo; mas é um exercício interessante. 

Perceber se a cultura local e não só o contingente ocioso e consumidor comporta determinados tipos de negócio. Se a cidade ou distrito tem possibilidades de turismo, indústria, comércio, agronegócio, etc.

Talvez a falta de planejamento ou a estratégia inconcebível de aguardar verbas estaduais e federais para manter uma espécie de subsistência política qualquer, faça com que o desenvolvimento desses lugares dependa exclusivamente de negociações políticas e não de ações efetivas de crescimento sustentável. 

Entristece, pois somente a atitude proativa faz crescer. Aguardar investimentos a partir das benesses do estado ou federação não creio ser o melhor para nenhuma cidade.

Talvez pensar a arrecadação a partir do perfil de negócio das pequenas cidades pode ser uma saída. Talvez pensar como empresas privadas possa alavancar o crescimento. Arranjos locais que incluem cidades da mesma região. Pensar como business. É isso: trocar benesses por business ! É o que quero expressar !!!

08 de outubro - publicado no Facebook - Paty Consciente

ELEIÇÕES - A ESCOLHA É SUA



Nesses últimos dias, depois de uma campanha "obtusa" de alguns candidatos, no Rio e em alguns lugares do Brasil tivemos resultados parciais. Para os demais a campanha continua e ainda há tempo de termos atenção e fazermos a melhor escolha.


Particularmente, preocupa-me o resultado e a composição das câmaras estadual e federal. Preocupa-me o continuísmo e a passagem de bastão familiar de alguns velhos conhecidos - sobretudo no Rio - para seus herdeiros políticos. Não sei se este é o tipo de legado que aceito; muito pelo que se comprova do passado político dos pais.


Preocupa-me o voto da rejeição e não o da afirmação. 

Preocupa-me a quase absoluta falta de efetiva renovação. Mas não a renovação comprada e forjada por acordos escusos. Não a renovação dos testas de ferro para manutenção das velhas bases que detonaram e detonam o patrimônio público.


Gostaria de ver uma renovação que surgisse de baixo para cima. Que contestasse sem restrições o modelo atual de troca de favores. Que aprimorasse eleitores em critérios de elegibilidade consciente e, mais ainda, aprimorasse os candidatos para atingir estes critérios. Onde a compra de votos - mesmo as institucionalizadas - fossem varridas do mapa; abolidas, pois a mim parecem pequenos raptos à cidadania.



Não há nada mais perverso do que eleger alguém pela possibilidade de este angariar recursos para este ou aquele estado ou município, somente na época de campanha e favorecimento da própria candidatura. 

Não esqueçamos que o trabalho que pagamos a estes servidores públicos é de quatro anos. A escolha sempre será somente sua.

07 de outubro - publicado no Facebook - Paty Consciente

domingo, 5 de outubro de 2014

ELEIÇÕES, O BRIC A BRAC SONORO DOS ÚLTIMOS DIAS E OUTRAS BOBEIRAS...




Fiquei pouco mais de um mês sem dar as caras por aqui.

Acompanhava a tal "festa da democracia"... Juro que pensei em não escrever nada sobre eleições. Na boa ?! Tô de "pacote" cheio de ouvir os "xiitas e os sunitas" e sua verborragia sem freio. Afinal de contas, se você não escolheu seu candidato não quer dizer que você seja indeciso, despolitizado, alienado ou que precise de minha opinião - não se preocupe: tenha certeza que não vou dar ! Ocorre simplesmente que ninguém é 100% "o alguém" nestas eleições; exceto para os cabos eleitorais (os que trabalham na campanha) ou os vendidos (para estes não preciso dar explicações, não é mesmo?!). 

Aqueles que já fizeram suas escolhas sabem, no fundo que as opções são poucas e que os seus escolhidos de alguma maneira chegarão ao poder ou tentam chegar a ele a partir de alguma negociata, conchavo ou apoio não muito ético. Não me venha dizer que existem candidaturas puras ou lhe chamarei de "Velhinha de Taubaté do século 21". É assim nas Terras de Santa Cruz, desde que Cabral (o navegador!!) lançou âncoras das caravelas. No geral, as pessoas de caráter (e outras nem tanto), estão escolhendo seus candidatos a partir da rejeição, e não porque acreditem fortemente que este ou aquele candidato tenha como capital de voto seu passado ético, mas simplesmente por que entre as possibilidades existentes não sucumbiram à exposição do tiroteio da propaganda adversária.

*          *          *

Quem me conhece ou acompanha este humilde bloguinho todos os dias (até parece que escrevo todos os dias e que alguém me acompanha direto... rsrsrs) sabe o quanto eu curto muito música. Não dou dicas de música (ou política :-P !) para ninguém, mas tenho ouvido nas últimas semanas o álbum de Tom Petty "Hypnotic Eye" e anteontem os dois álbuns lançados simultaneamente do Sr. Prince Rogers Nelson, para os menos informados, o artista conhecido como Prince, com os álbuns "Art Official Age" e "Plectrumelectrum". Coisas em comum: ambos tiveram momentos mais populares em álbuns lançados nos anos 80 e também retumbantes fracassos durante a carreira. Chegaram em 2014 em CD's e vinil, aproveitando uma tendência "revival" deste último formato.

Tom Petty passou quase que a vida inteira na segunda prateleira do rock. Eu mesmo não entendia alguns de seus singles lançados aproveitando-se de alguma situação circunstancial - para mim era uma espécie de "manchetólogo da música", igual aqueles caras que gravam marchinhas ufanistas perto da Copa do Mundo. Algo como fazer música em homenagem aos mortos do 11 de setembro dois dias depois da catástrofe ou de algum assunto do momento qualquer. Era moda, ele tava lá ! Sempre tentando emplacar alguma coisa. 

Dessa vez com "Hypnotic Eye" o cara calou minha boca e me deu um tiro de 12 mm. Álbum de rock sensacional do início ao fim. Destaco "Fault Lines". Um baixo condutor e inebriante com riffs aqui e ali e a voz lamentosa de Petty pensando na vida. Outra "All you can carry" onde em "Tom" confessional alerta: "...Pegue tudo o que você puder carregar/ Pegue o que puder e deixe o passado para trás". Tô ouvindo direto !!

Prince volta com dois bons álbuns. Os mais chegados sabem que sou fã da música do cara. A parte seus desvarios de pop star, o pluri-multi-one man band-genial produtor e instrumentista sempre e em qualquer lançamento, seja o mais fraco deles, brinda seus ouvintes com ao menos uma jóia. Nestes dois casos existem mais. "Art Official Age" em boa parte de suas canções resgata a sonoridade FUNK (assim mesmo, com Caps Lock ativo) dos anos 70 e 80. Tem quem goste, outros não. Mas melhor ouvir black music original, aos remakes como os do "Daft Punk", concorda ?! Mais uma vez o baixote toca todos instrumentos, faz todos os backings vocais - exceto em três canções onde percebe-se a participação de vozes femininas no apoio. Algumas pinceladas ao melhor estilo Funkadelic e George Clinton (quem não sabe do que se trata, oriento procurar - não se arrependerão) como em "Funknroll". Destaque para a climática "U know", com os versos sincopados e sampler adequados à uma dança mais que sensual. Tem ainda "Breakfast can wait" com a assinatura de Prince na fusão de vocal, jazz, R&B e sampler. Ninguém faz melhor! 

Já no álbum "Plectrumelectrum" ele opta por usar um power trio feminino, a banda 3Rdeyegirl, com Hanna Ford, Ida Nielsen e Donna Grantis, respectivamente bateria, baixo e guitarra. A sonoridade muda do vinho para o vinho, como se fosse outra "persona" musical. Deixa os estúdios com os samplers e processamentos de voz, e parte para gravações "no braço" com a banda, abrindo espaço para esta, pois brincar sozinho nem sempre tem graça. Mas jogo não está ganho. O padrão cai um pouco no decorrer do álbum. Entretanto existem bons lances. Um passeio pelo rock, funk, pop. Não há como não gostar da versão Rock da mesma "Funknroll" - isso mesmo, ela voltou em outro arranjo! A música título do álbum é instrumental e entra no clima anos 70 - "Plectrumelectrum" experimenta a guitarra de Prince - pela Rolling Stone ele está 33o. lugar entre os maiores guitarristas de todos os tempos. Roqueiros no geral torcem o nariz, mas eu já vi o cara ao vivo; é fera. Um baixo legal conduz "Boytrouble" onde abre espaço para a banda e ele não participa dos vocais, assim como em algumas outras canções do álbum. 

O primeiro foi bom, esse só achei legalzinho.  

Isso não é dica. Assim como na política, cada um elege quem quiser. São somente minhas impressões sobre dois bons velhinhos em álbuns inegavelmente criativos.

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Esta semana postei no Facebook uma foto de uma pizza gigante em um dia e a foto de uma bandeja de salada de frutas no outro dia. 

Tive mais curtidas na pizza ! :-P

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Bizarrices da semana e dúvidas imediatas:

"Mulher deixa germinar batata na vagina para não engravidar." 
O que esta mulher imaginava colher?

"Presidente não pode mentir, isso é desvio de caráter - diz Dilma."
Mas "presidenta" pode, né ?

"Eu voto nele porque ele é da terra." 
Seria o voto minhoca ou o voto avestruz?


Sem saco para fazer o áudio deste texto. Alguém leia para os deficientes visuais, por favor. Semana que vem, quem sabe...

sábado, 30 de agosto de 2014

A EXTINÇÃO DO PODEROSO MACHO ALFA

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Você se entende por gente, quando tomou consciência que levou o seu primeiro esporro da vizinha do andar de baixo por estar jogando futebol num corredor de 90 centímetros num apartamento no sétimo andar. 

Ok, ok... Esta não é sua vida ou qualquer programa de fofocas.Talvez só mais uma história...

Mais adiante quando comecei a ter percepções mais detalhadas sobre as coisas “neopúberes” me vi rodeado de mulheres. Que belo! Mãe, tia, avó, uma irmã de criação e crianças a nascer aos borbotões. Eis que a compreensão do mundo passava por estas mulheres cada uma ao seu jeito, às suas idades, aos seus tempos.  A história feminina, seja qual for, definitivamente é bem mais interessante que a masculina.


Não, sem problemas! Tive minha época de rua. Saíamos em bando como se fosse a matilha esfomeada em busca das mais portentosas ovelhas, todas vestidas de saias de algodão ou shorts jeans. Mirávamos e íamos destemidos e nervosos, como se fôssemos passar a mão na bunda de um guarda imaginário. Primeiro, e somente nas "mais possíveis". Para as totalmente impossíveis, reservávamos demorados banhos acolhidos pela destreza do vício solitário no espinhoso caminho de quem era muito novo para ficar com as melhores. "Adolescer" é complicado.


Como o tempo passa e como não há mal que sempre dure, aos poucos começa a emergir a segurança e a confiança no próprio taco, onde as palavras mais perfeitas brotam da boca como um Pinóquio, fazendo-as crer que você quer tocar guitarra só pelo “dom natural” e prazer da boa música, mas ocultamente o que te motiva nessa idade é a possibilidade de “passar o rodo geral”. 


A parte as particularidades das fases de desenvolvimento e refinamento da testosterona no sangue, não há como fugir da minha criação. Lá os dramas femininos foram conhecidos em cada etapa da vida. A conversa feminina é sempre mais interessante – acho isso até hoje - muito embora eu não tenha conseguido captar todas as mensagens ao seu tempo e como se perguntava numa minissérie: afinal, o que querem as mulheres?


Esse entendimento, jamais terei completamente. Mas assim que é a vida; e como é bom que seja assim. Sobra a beleza da descoberta – ou uma dúzia de passa foras, pois ser voluntarioso tem suas desvantagens - e o desafio da reconquista a cada dia.


Hoje que virei uma espécie de personagem do Miguel Paiva, sem logicamente o requinte do rabo de cavalo e ou de uma barriga “adequada”, digamos assim,  paro e penso na vida e àquelas que meu caminho trouxe de conhecimento do lado de lá do closet.  E então sorrio sereno para tirar sorrisos sinceros; talvez não seja tudo, mas seja o que efetivamente, ou afetivamente, elas querem.

 


domingo, 24 de agosto de 2014

OS COMEDORES DE CRIANCINHAS


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Lembro de uma charge do Millôr Fernandes, que vi quando moleque, que comunistas eram comedores de criancinhas. Se dissesse isso hoje o contexto canibal sumiria e seriam chamados de pedófilos. 

Vi um post sobre a aproximação ideológica da candidata Marina Silva ao PT ou a posições comunistas. Achei uma imagem meio antiquada para ser observada no décimo quinto ano do século 21. Fiz um comentário sobre o assunto e o conteúdo que segue é o que escrevi no post, com algumas alterações e inserções. Cada um tem direito a dar sua opinião sobre qualquer assunto. Aqui, neste humilde bloguinho, exerço o meu.

Essa discussão sobre ideologias não cabe no cenário político atual. Não há mais guerra fria. A União Soviética foi para o saco e o que sobrou foram países desintegrados e um "líder" homofóbico bem capitalista apoiado pela máfia russa e pelo exército de seu pais. Cuba? Só serve para desvio de dinheiro público do PT - chega a ser risível seu "socialismo oligárquico" - só lamento por seu povo que aparentemente vive ainda no século passado. E a China? Vá em qualquer loja de  1,99 (será que elas ainda existem?! Ah, vocês entenderam!) na esquina e tire suas conclusões. 

Nossa economia é de mercado e globalizada. A possibilidade de uma ditadura comunista nas Terras de Santa Cruz tem a mesma probabilidade que a queda do asteroide que lemos nas manchetes da semana passada. Não há qualquer teor ideológico nesta campanha, que já não tenhamos visto em eleições anteriores. Todos os partidos são absolutamente iguais e seus discursos se adequam ao que o seu "público" quer ouvir. Reparem no candidato a presidente que parece o vendedor da Tekpix. Ele olha diretamente para câmera olhando para o eleitor imaginário e esquecendo de seu interlocutor e sorrindo sempre que as lentes se aproximam para o "close perfeito". Credibilidade zero.


Por mais que hipoteticamente se force a barra para criar no imaginário eleitoral a República Bolivariana de Pindorama, estas terras não se adequam as ditaduras populistas disfarçadas como as de Venezuela e Equador. As corporações e conchavos por aqui, são muito mais fortes que a panaceia chavista. E sinceramente, neste caso, ainda bem !!

As aspirações políticas até então polarizadas em PT e PSDB, sofrem com a chamada terceira via. Marina Silva pode ser, no máximo, utópica. Creio que tenha a força dos votos, suficientes para vencer o PT, no caso de um 2o turno - diferentemente de Aécio, que encalhou com suas câmeras portáteis - e sofrerá imensa dificuldade na governabilidade, pois sua base é pequena e seu atual partido reticente quanto sua candidatura. Cairá, como qualquer um dos possíveis vencedores, nas mãos do PMDB, que é de verdade quem manda e desmanda no país. Não há governo sem o PMDB; de esquerda, direita, centro, nas alturas ou profundezas. Não espero muito; continuaremos na mesma.


Sobre o comunismo de Marina e Dilma, lembrei de uma piada que se falava há duas décadas: "comunismo ou socialismo é uma gripe que dá na puberdade, depois os adolescentes crescem, e volta tudo ao normal..." Vide a atual postura "neoliberal" de ocasião PT. Aliás comer criancinhas não dá voto, seja qual for o contexto.

domingo, 10 de agosto de 2014

PAIS, FILHOS, MÃOS E PÉS

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 Quando nasce um bebê as coisas que eu mais reparo são nos seus pés e em suas mãos.  Proporcionalizam o tamanho do ser. Sua “desproteção”. Sua dependência de nós, os adultos; que, atordoados, procuramos a forma mais delicada de pô-los nos braços. Demorei a pegar no colo o meu filho. Morria de medo de machuca-lo com meu sem jeito. Trocava as fraldas, dava mamadeira, deitava do lado até ele dormir; mas colo?! Só depois de uma semana! A minha filha peguei com alguns minutos de vida, enquanto o médico preenchia uma papelada sobre a mesa na maternidade. “Segura aí e não deixa ela cair!” - ordenou me passando o pacotinho de pano recém chegado ao mundo.



Sempre ficava olhando curioso as mãos e os pés dos dois. Aquelas mãozinhas que pareciam de brinquedo, sempre molhadinhas de suor e com um "emezinho" desenhado nas palmas e umas covinhas gordinhas no início dos dedos. E os pés com os dedos bem miúdos escondidos às vezes por sapatos de lã.



Eles foram crescendo, e a medida que conseguiam dominar seus movimentos, espertamente pegavam a chupeta, o mordedor e a chuquinha com água. Mamadeira era coisa para "profissionais tarimbados": só depois do sexto, sétimo mês! Nas noites com as cólicas amenizadas parcialmente por funchicória, o choro desesperado os fazia apertar os dedos com força e esticar os pezinhos em contrações acompanhadas pelo berro de bebê que despertava a vizinhança.





Agora as mãos são maiores e os pés já nos acompanham. Isso é bom. Bom demais! Hoje durante o dia, estava olhando para as mãos e os pés deles. Crianças crescem. Os pais não.


Ainda vem aquela sensação de proteção a ambos que parece que só eu sinto e ao mesmo tempo tenho certeza que não é só minha.  Esse sentimento existe há milênios. Até os bichos sentem isso. Nós, que podemos dar sentido e alguma razão a esse sentimento, chamamos de amor paterno.