segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O QUE DÁ PARA FAZER NAS PEQUENAS CIDADES?



Quando vou a passeio ou a trabalho a algumas cidades de estrutura e população pequena, tento perceber as suas "vocações". Na maior parte das vezes não consigo; mas é um exercício interessante. 

Perceber se a cultura local e não só o contingente ocioso e consumidor comporta determinados tipos de negócio. Se a cidade ou distrito tem possibilidades de turismo, indústria, comércio, agronegócio, etc.

Talvez a falta de planejamento ou a estratégia inconcebível de aguardar verbas estaduais e federais para manter uma espécie de subsistência política qualquer, faça com que o desenvolvimento desses lugares dependa exclusivamente de negociações políticas e não de ações efetivas de crescimento sustentável. 

Entristece, pois somente a atitude proativa faz crescer. Aguardar investimentos a partir das benesses do estado ou federação não creio ser o melhor para nenhuma cidade.

Talvez pensar a arrecadação a partir do perfil de negócio das pequenas cidades pode ser uma saída. Talvez pensar como empresas privadas possa alavancar o crescimento. Arranjos locais que incluem cidades da mesma região. Pensar como business. É isso: trocar benesses por business ! É o que quero expressar !!!

08 de outubro - publicado no Facebook - Paty Consciente

ELEIÇÕES - A ESCOLHA É SUA



Nesses últimos dias, depois de uma campanha "obtusa" de alguns candidatos, no Rio e em alguns lugares do Brasil tivemos resultados parciais. Para os demais a campanha continua e ainda há tempo de termos atenção e fazermos a melhor escolha.


Particularmente, preocupa-me o resultado e a composição das câmaras estadual e federal. Preocupa-me o continuísmo e a passagem de bastão familiar de alguns velhos conhecidos - sobretudo no Rio - para seus herdeiros políticos. Não sei se este é o tipo de legado que aceito; muito pelo que se comprova do passado político dos pais.


Preocupa-me o voto da rejeição e não o da afirmação. 

Preocupa-me a quase absoluta falta de efetiva renovação. Mas não a renovação comprada e forjada por acordos escusos. Não a renovação dos testas de ferro para manutenção das velhas bases que detonaram e detonam o patrimônio público.


Gostaria de ver uma renovação que surgisse de baixo para cima. Que contestasse sem restrições o modelo atual de troca de favores. Que aprimorasse eleitores em critérios de elegibilidade consciente e, mais ainda, aprimorasse os candidatos para atingir estes critérios. Onde a compra de votos - mesmo as institucionalizadas - fossem varridas do mapa; abolidas, pois a mim parecem pequenos raptos à cidadania.



Não há nada mais perverso do que eleger alguém pela possibilidade de este angariar recursos para este ou aquele estado ou município, somente na época de campanha e favorecimento da própria candidatura. 

Não esqueçamos que o trabalho que pagamos a estes servidores públicos é de quatro anos. A escolha sempre será somente sua.

07 de outubro - publicado no Facebook - Paty Consciente

domingo, 5 de outubro de 2014

ELEIÇÕES, O BRIC A BRAC SONORO DOS ÚLTIMOS DIAS E OUTRAS BOBEIRAS...




Fiquei pouco mais de um mês sem dar as caras por aqui.

Acompanhava a tal "festa da democracia"... Juro que pensei em não escrever nada sobre eleições. Na boa ?! Tô de "pacote" cheio de ouvir os "xiitas e os sunitas" e sua verborragia sem freio. Afinal de contas, se você não escolheu seu candidato não quer dizer que você seja indeciso, despolitizado, alienado ou que precise de minha opinião - não se preocupe: tenha certeza que não vou dar ! Ocorre simplesmente que ninguém é 100% "o alguém" nestas eleições; exceto para os cabos eleitorais (os que trabalham na campanha) ou os vendidos (para estes não preciso dar explicações, não é mesmo?!). 

Aqueles que já fizeram suas escolhas sabem, no fundo que as opções são poucas e que os seus escolhidos de alguma maneira chegarão ao poder ou tentam chegar a ele a partir de alguma negociata, conchavo ou apoio não muito ético. Não me venha dizer que existem candidaturas puras ou lhe chamarei de "Velhinha de Taubaté do século 21". É assim nas Terras de Santa Cruz, desde que Cabral (o navegador!!) lançou âncoras das caravelas. No geral, as pessoas de caráter (e outras nem tanto), estão escolhendo seus candidatos a partir da rejeição, e não porque acreditem fortemente que este ou aquele candidato tenha como capital de voto seu passado ético, mas simplesmente por que entre as possibilidades existentes não sucumbiram à exposição do tiroteio da propaganda adversária.

*          *          *

Quem me conhece ou acompanha este humilde bloguinho todos os dias (até parece que escrevo todos os dias e que alguém me acompanha direto... rsrsrs) sabe o quanto eu curto muito música. Não dou dicas de música (ou política :-P !) para ninguém, mas tenho ouvido nas últimas semanas o álbum de Tom Petty "Hypnotic Eye" e anteontem os dois álbuns lançados simultaneamente do Sr. Prince Rogers Nelson, para os menos informados, o artista conhecido como Prince, com os álbuns "Art Official Age" e "Plectrumelectrum". Coisas em comum: ambos tiveram momentos mais populares em álbuns lançados nos anos 80 e também retumbantes fracassos durante a carreira. Chegaram em 2014 em CD's e vinil, aproveitando uma tendência "revival" deste último formato.

Tom Petty passou quase que a vida inteira na segunda prateleira do rock. Eu mesmo não entendia alguns de seus singles lançados aproveitando-se de alguma situação circunstancial - para mim era uma espécie de "manchetólogo da música", igual aqueles caras que gravam marchinhas ufanistas perto da Copa do Mundo. Algo como fazer música em homenagem aos mortos do 11 de setembro dois dias depois da catástrofe ou de algum assunto do momento qualquer. Era moda, ele tava lá ! Sempre tentando emplacar alguma coisa. 

Dessa vez com "Hypnotic Eye" o cara calou minha boca e me deu um tiro de 12 mm. Álbum de rock sensacional do início ao fim. Destaco "Fault Lines". Um baixo condutor e inebriante com riffs aqui e ali e a voz lamentosa de Petty pensando na vida. Outra "All you can carry" onde em "Tom" confessional alerta: "...Pegue tudo o que você puder carregar/ Pegue o que puder e deixe o passado para trás". Tô ouvindo direto !!

Prince volta com dois bons álbuns. Os mais chegados sabem que sou fã da música do cara. A parte seus desvarios de pop star, o pluri-multi-one man band-genial produtor e instrumentista sempre e em qualquer lançamento, seja o mais fraco deles, brinda seus ouvintes com ao menos uma jóia. Nestes dois casos existem mais. "Art Official Age" em boa parte de suas canções resgata a sonoridade FUNK (assim mesmo, com Caps Lock ativo) dos anos 70 e 80. Tem quem goste, outros não. Mas melhor ouvir black music original, aos remakes como os do "Daft Punk", concorda ?! Mais uma vez o baixote toca todos instrumentos, faz todos os backings vocais - exceto em três canções onde percebe-se a participação de vozes femininas no apoio. Algumas pinceladas ao melhor estilo Funkadelic e George Clinton (quem não sabe do que se trata, oriento procurar - não se arrependerão) como em "Funknroll". Destaque para a climática "U know", com os versos sincopados e sampler adequados à uma dança mais que sensual. Tem ainda "Breakfast can wait" com a assinatura de Prince na fusão de vocal, jazz, R&B e sampler. Ninguém faz melhor! 

Já no álbum "Plectrumelectrum" ele opta por usar um power trio feminino, a banda 3Rdeyegirl, com Hanna Ford, Ida Nielsen e Donna Grantis, respectivamente bateria, baixo e guitarra. A sonoridade muda do vinho para o vinho, como se fosse outra "persona" musical. Deixa os estúdios com os samplers e processamentos de voz, e parte para gravações "no braço" com a banda, abrindo espaço para esta, pois brincar sozinho nem sempre tem graça. Mas jogo não está ganho. O padrão cai um pouco no decorrer do álbum. Entretanto existem bons lances. Um passeio pelo rock, funk, pop. Não há como não gostar da versão Rock da mesma "Funknroll" - isso mesmo, ela voltou em outro arranjo! A música título do álbum é instrumental e entra no clima anos 70 - "Plectrumelectrum" experimenta a guitarra de Prince - pela Rolling Stone ele está 33o. lugar entre os maiores guitarristas de todos os tempos. Roqueiros no geral torcem o nariz, mas eu já vi o cara ao vivo; é fera. Um baixo legal conduz "Boytrouble" onde abre espaço para a banda e ele não participa dos vocais, assim como em algumas outras canções do álbum. 

O primeiro foi bom, esse só achei legalzinho.  

Isso não é dica. Assim como na política, cada um elege quem quiser. São somente minhas impressões sobre dois bons velhinhos em álbuns inegavelmente criativos.

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Esta semana postei no Facebook uma foto de uma pizza gigante em um dia e a foto de uma bandeja de salada de frutas no outro dia. 

Tive mais curtidas na pizza ! :-P

 *         *          *
Bizarrices da semana e dúvidas imediatas:

"Mulher deixa germinar batata na vagina para não engravidar." 
O que esta mulher imaginava colher?

"Presidente não pode mentir, isso é desvio de caráter - diz Dilma."
Mas "presidenta" pode, né ?

"Eu voto nele porque ele é da terra." 
Seria o voto minhoca ou o voto avestruz?


Sem saco para fazer o áudio deste texto. Alguém leia para os deficientes visuais, por favor. Semana que vem, quem sabe...

sábado, 30 de agosto de 2014

A EXTINÇÃO DO PODEROSO MACHO ALFA

CLIQUE AQUI E VOCÊ TAMBÉM PODE OUVIR: A EXTINÇÃO DO PODEROSO MACHO ALFA

Você se entende por gente, quando tomou consciência que levou o seu primeiro esporro da vizinha do andar de baixo por estar jogando futebol num corredor de 90 centímetros num apartamento no sétimo andar. 

Ok, ok... Esta não é sua vida ou qualquer programa de fofocas.Talvez só mais uma história...

Mais adiante quando comecei a ter percepções mais detalhadas sobre as coisas “neopúberes” me vi rodeado de mulheres. Que belo! Mãe, tia, avó, uma irmã de criação e crianças a nascer aos borbotões. Eis que a compreensão do mundo passava por estas mulheres cada uma ao seu jeito, às suas idades, aos seus tempos.  A história feminina, seja qual for, definitivamente é bem mais interessante que a masculina.


Não, sem problemas! Tive minha época de rua. Saíamos em bando como se fosse a matilha esfomeada em busca das mais portentosas ovelhas, todas vestidas de saias de algodão ou shorts jeans. Mirávamos e íamos destemidos e nervosos, como se fôssemos passar a mão na bunda de um guarda imaginário. Primeiro, e somente nas "mais possíveis". Para as totalmente impossíveis, reservávamos demorados banhos acolhidos pela destreza do vício solitário no espinhoso caminho de quem era muito novo para ficar com as melhores. "Adolescer" é complicado.


Como o tempo passa e como não há mal que sempre dure, aos poucos começa a emergir a segurança e a confiança no próprio taco, onde as palavras mais perfeitas brotam da boca como um Pinóquio, fazendo-as crer que você quer tocar guitarra só pelo “dom natural” e prazer da boa música, mas ocultamente o que te motiva nessa idade é a possibilidade de “passar o rodo geral”. 


A parte as particularidades das fases de desenvolvimento e refinamento da testosterona no sangue, não há como fugir da minha criação. Lá os dramas femininos foram conhecidos em cada etapa da vida. A conversa feminina é sempre mais interessante – acho isso até hoje - muito embora eu não tenha conseguido captar todas as mensagens ao seu tempo e como se perguntava numa minissérie: afinal, o que querem as mulheres?


Esse entendimento, jamais terei completamente. Mas assim que é a vida; e como é bom que seja assim. Sobra a beleza da descoberta – ou uma dúzia de passa foras, pois ser voluntarioso tem suas desvantagens - e o desafio da reconquista a cada dia.


Hoje que virei uma espécie de personagem do Miguel Paiva, sem logicamente o requinte do rabo de cavalo e ou de uma barriga “adequada”, digamos assim,  paro e penso na vida e àquelas que meu caminho trouxe de conhecimento do lado de lá do closet.  E então sorrio sereno para tirar sorrisos sinceros; talvez não seja tudo, mas seja o que efetivamente, ou afetivamente, elas querem.

 


domingo, 24 de agosto de 2014

OS COMEDORES DE CRIANCINHAS


CLIQUE AQUI E VOCÊ TAMBÉM PODE OUVIR: OS COMEDORES DE CRIANCINHAS 

Lembro de uma charge do Millôr Fernandes, que vi quando moleque, que comunistas eram comedores de criancinhas. Se dissesse isso hoje o contexto canibal sumiria e seriam chamados de pedófilos. 

Vi um post sobre a aproximação ideológica da candidata Marina Silva ao PT ou a posições comunistas. Achei uma imagem meio antiquada para ser observada no décimo quinto ano do século 21. Fiz um comentário sobre o assunto e o conteúdo que segue é o que escrevi no post, com algumas alterações e inserções. Cada um tem direito a dar sua opinião sobre qualquer assunto. Aqui, neste humilde bloguinho, exerço o meu.

Essa discussão sobre ideologias não cabe no cenário político atual. Não há mais guerra fria. A União Soviética foi para o saco e o que sobrou foram países desintegrados e um "líder" homofóbico bem capitalista apoiado pela máfia russa e pelo exército de seu pais. Cuba? Só serve para desvio de dinheiro público do PT - chega a ser risível seu "socialismo oligárquico" - só lamento por seu povo que aparentemente vive ainda no século passado. E a China? Vá em qualquer loja de  1,99 (será que elas ainda existem?! Ah, vocês entenderam!) na esquina e tire suas conclusões. 

Nossa economia é de mercado e globalizada. A possibilidade de uma ditadura comunista nas Terras de Santa Cruz tem a mesma probabilidade que a queda do asteroide que lemos nas manchetes da semana passada. Não há qualquer teor ideológico nesta campanha, que já não tenhamos visto em eleições anteriores. Todos os partidos são absolutamente iguais e seus discursos se adequam ao que o seu "público" quer ouvir. Reparem no candidato a presidente que parece o vendedor da Tekpix. Ele olha diretamente para câmera olhando para o eleitor imaginário e esquecendo de seu interlocutor e sorrindo sempre que as lentes se aproximam para o "close perfeito". Credibilidade zero.


Por mais que hipoteticamente se force a barra para criar no imaginário eleitoral a República Bolivariana de Pindorama, estas terras não se adequam as ditaduras populistas disfarçadas como as de Venezuela e Equador. As corporações e conchavos por aqui, são muito mais fortes que a panaceia chavista. E sinceramente, neste caso, ainda bem !!

As aspirações políticas até então polarizadas em PT e PSDB, sofrem com a chamada terceira via. Marina Silva pode ser, no máximo, utópica. Creio que tenha a força dos votos, suficientes para vencer o PT, no caso de um 2o turno - diferentemente de Aécio, que encalhou com suas câmeras portáteis - e sofrerá imensa dificuldade na governabilidade, pois sua base é pequena e seu atual partido reticente quanto sua candidatura. Cairá, como qualquer um dos possíveis vencedores, nas mãos do PMDB, que é de verdade quem manda e desmanda no país. Não há governo sem o PMDB; de esquerda, direita, centro, nas alturas ou profundezas. Não espero muito; continuaremos na mesma.


Sobre o comunismo de Marina e Dilma, lembrei de uma piada que se falava há duas décadas: "comunismo ou socialismo é uma gripe que dá na puberdade, depois os adolescentes crescem, e volta tudo ao normal..." Vide a atual postura "neoliberal" de ocasião PT. Aliás comer criancinhas não dá voto, seja qual for o contexto.

domingo, 10 de agosto de 2014

PAIS, FILHOS, MÃOS E PÉS

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 Quando nasce um bebê as coisas que eu mais reparo são nos seus pés e em suas mãos.  Proporcionalizam o tamanho do ser. Sua “desproteção”. Sua dependência de nós, os adultos; que, atordoados, procuramos a forma mais delicada de pô-los nos braços. Demorei a pegar no colo o meu filho. Morria de medo de machuca-lo com meu sem jeito. Trocava as fraldas, dava mamadeira, deitava do lado até ele dormir; mas colo?! Só depois de uma semana! A minha filha peguei com alguns minutos de vida, enquanto o médico preenchia uma papelada sobre a mesa na maternidade. “Segura aí e não deixa ela cair!” - ordenou me passando o pacotinho de pano recém chegado ao mundo.



Sempre ficava olhando curioso as mãos e os pés dos dois. Aquelas mãozinhas que pareciam de brinquedo, sempre molhadinhas de suor e com um "emezinho" desenhado nas palmas e umas covinhas gordinhas no início dos dedos. E os pés com os dedos bem miúdos escondidos às vezes por sapatos de lã.



Eles foram crescendo, e a medida que conseguiam dominar seus movimentos, espertamente pegavam a chupeta, o mordedor e a chuquinha com água. Mamadeira era coisa para "profissionais tarimbados": só depois do sexto, sétimo mês! Nas noites com as cólicas amenizadas parcialmente por funchicória, o choro desesperado os fazia apertar os dedos com força e esticar os pezinhos em contrações acompanhadas pelo berro de bebê que despertava a vizinhança.





Agora as mãos são maiores e os pés já nos acompanham. Isso é bom. Bom demais! Hoje durante o dia, estava olhando para as mãos e os pés deles. Crianças crescem. Os pais não.


Ainda vem aquela sensação de proteção a ambos que parece que só eu sinto e ao mesmo tempo tenho certeza que não é só minha.  Esse sentimento existe há milênios. Até os bichos sentem isso. Nós, que podemos dar sentido e alguma razão a esse sentimento, chamamos de amor paterno.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

VAMOS ESTUDAR ?!

VOCÊ TAMBÉM PODE OUVIR: "VAMOS ESTUDAR?!" 

Uns quinze, ou talvez vinte anos nos separem de um planeta que dissemina a informação através da Internet, daquele que existia na leitura das folhas de uma revista ou de um jornal. Vi na TV que em Amsterdã eles estão quase acabando. Quase não existem mais.

Em contrapartida, percebemos que a TI serviu para tornar as coisas mais próximas; e mais do que tudo, tornar mais próximo o conhecimento.

Tempos atrás eu acordava cedo para ir à aula, pegava um ônibus, o metrô, ou caminhava um bocado com meus livros e caderninhos na mochilinha surrada e rabiscada de todos os dias. Hoje, meu filho ainda carrega muito peso, com um montão de livros e cadernos para lá e para cá. Acho que o peso é proporcional ao preço que pagamos todo ano pelo material escolar!

No primário -  hoje é chamado de ensino fundamental - sempre tive bons professores. Mas muitas vezes eu sentia muita falta de mais informações. Aquelas perguntas sem respostas que sempre fugiam ao programa de aula. O tempo era curto e as salas de aula sempre muito cheias.

Eu saia dali atrás de jornais e revistas; atrás de enciclopédias de capa dura; atrás de sebos e seus livros usados; e aproveitava também um bocado de livros que eu tinha em casa, para tentar matar minha curiosidade. Foi minha época preferida! Meu estímulo para saber mais. Acho inclusive que lia muita coisa antes do tempo. Coisas que seriam importantes serem lidas quando fosse eu fosse mais maduro. Mas isso é papo para outro post.

Voltando: ainda bem que os tempos são outros e estas informações estão ao meu alcance. Minha coluna vertebral agradece não ter que carregar mais tantos livros - dá para carregar muita coisa num pen drive, num dispositivo móvel qualquer ou deixa-los nas nuvens, não é ?!

Mas nada me traz mais satisfação do que a possibilidade de adquirir conhecimento onde eu estiver.

Adoro o contato com pessoas, mas essa vida corrida, os engarrafamentos, a falta de mobilidade urbana - para citar um termo recorrente em épocas de eventos esportivos – e, sobretudo, o custo, muitas vezes tiram o estímulo de quem precisa ganhar tempo. É bom lembrar que mesmo nos ambiente virtuais  é possível a interação. Para quem sente um pouco de dificuldade de aprender sem ouvir alguém explicando a matéria, existem os webnars dentro da modalidade de Ensino à Distância.

Hoje parei para escrever um pouquinho. Estou fazendo três cursos à distância (sim , planejando o tempo, dá para manter o foco) aproveitando um sabático forçoso mas certamente, muito bem aproveitado. Tem vezes que a preguiça me abraça, é bem verdade. Mas, xô ! Sai pra lá !! Essa conversa toda é também para espantar um pouco da moleza !

Sinto falta das aulas presenciais, claro ! Mas é possível aprimoramento pessoal e profissional mesmo sem estar no dia a dia de uma sala de aula.

Então, meus queridos, aproveitem seu tempo !

domingo, 13 de julho de 2014

MIL GOLS... MIL GOLS...



Brasil - 13/07/2014 - 16:45.



E no final das contas, teve Copa !

Primeiro tempo - 40 minutos.

A bateria do note está acabando - 35 %. Como um prorrogação, nestes pouco mais de 30 dias de futebol. Já já a rotina volta, não sem boas histórias para relembrar.


Faz algumas semanas que me perguntam o motivo de eu não ter escrito nada sobre a Copa. Pois bem; estava esperando a final. Deu Alemanha e Argentina; fazer o quê?!

Como apaixonado por futebol, quero lembrar das torcidas multicoloridas fazendo festa. Lembrar do golaço do Van Persie. Do sensacional goleiro Tim Howard pegando tudo. Do cerebral Toni Kroos. Do choro de Julio César após os pênaltis contra o Chile. De Leonel Messi decidindo quando era preciso. Do fôlego, da canhota e da malandragem de peladeiro de Robben - para mim o nome da Copa.

De triste, a falta de desportividade e civilidade da torcida e da imprensa espanhola após a eliminação. O "joelhaço" que partiu Neymar ao meio. A anestésica goleada germânica num bando de jogadores brasileiros desorientados e sem técnico.

Aquele clichê ultra-batido cabe para esta Copa: não tem mais bobo no futebol

Intervalo.

O primeiro tempo da final, foi belíssimo de se ver. Não, não tivemos tanta emoção assim, a não ser pelas arquibancadas. Taticamente, digo. A distribuição dos dois times é uma aula para quem gosta do esporte.

A essa altura o Higuain já perdeu um gol feito, a Alemanha já meteu uma bola na trave. 

O time de branco em alguns momentos se assemelha ao Barça de 2008. A posse de bola e a disponibilidade de sempre ter algum jogador pronto para recebe-la me lembra o tic-tac do final da década passada. 
Os argentinos postam-se na defesa forçando um erro de passe para arriscar contra-ataques perigosos.

Quero escrever sem saber o resultado mas curtindo o futebol. Aquele futebol que aprendi desde moleque, quando comecei a me entender por gente e acompanhar o Brasil, naquela época tri, ser "campeão moral" nos estádios lotados durante a ditadura de Videla.

Começou o segundo tempo...

Quero escrever sem lembrar dos estádios superfaturados por aqui e das mentiras ditas desde sete anos atrás como se as pessoas já não soubessem o que aconteceria. Como achassem que todos seriam cordatos com tantos desmandos.

Messi quase fez no canto esquerdo de Neuer...

Quero entender como o Brasil conseguiu fazer uma Copa, mesmo sem hospitais, educação e tratar os visitantes como amigos, convidados para uma feijoada na própria casa. Os brasileiros realmente são surpreendentes. Não merecem seu desgoverno. 

Quase gol do Klose de cabeça...

Bateria 23 %.

Quero esquecer que os craques, hoje são raros por aqui, vão embora pois não há estímulo ou estrutura para forma-los adequadamente e que o esporte mais popular da país é tão maltratado quanto o resto do Brasil. 

Para mim causa estranheza até hoje as comparações que fazem entre os 3% dos jogadores de futebol profissional que conseguiram alguma projeção à qualquer coisa que se mexa, como se fossem culpados por terem nascido pobres - em sua maioria - terem se dedicado através da prática de um esporte de alto rendimento (bancado por suas famílias, ou nem isso), terem obtido destaque e terem conseguido ganhar salários por que são efetivamente bons no que fazem. Quem os paga são seus patrões. Compara-los a quem quer que seja é uma idiotice. Qual o moleque que já bateu uma bola e não quis ter fama, fortuna fazendo o que gosta?

Quero não lembrar que a equipe do país saiu da disputa por causa de orientações tacanhas de um técnico que já deveria ter se aposentado. Mas isso é outra história.

Messi arrisca de fora da área...

Bateria 17%.

Kroos de chapa... uhhhh

Saiu Klose; artilheiro das Copas.

Gotze escolhe a pior opção e solta um peteleco de fora da área.

Acabou. Prorrogação.

Quem diria que teríamos emoções até o final... 

Palacios encobre Neuer mas para fora... uhhh.

5%.

GOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLL

GOTZE !!!!!

Talvez o novo herói esportivo de uma Copa.

Não vou esperar a partida terminar para findar este texto. Vou assistir o final de uma boa competição. Daqui a quatro anos tem mais...

Que se faça o campeão. 



domingo, 22 de junho de 2014

MUITO BEM, RONALDO ! KLOSE CHEGOU !


Os últimos dois anos serviram para desconstruir o caráter do ex-atleta - dito "Fenômeno" - e tirar a maquiagem do mito esportivo para dar-lhe a verdadeira imagem do empresário sem escrúpulos.

A defesa dos gastos com a organização do torneio que facilitavam os tentáculos de seus empreendimentos, seus contratos publicitários e aos de seus parceiros, aos poucos minaram sua imagem. A recente informação de apoio ao candidato opositor ao governo na corrida presidencial, foi o tiro de misericórdia ao que restava de clareza sob os holofotes. Agora, além de sem escrúpulos, era também um "traíra" - termo que ele cunha com certa habitualidade comentando sobre este ou aquele indivíduo. Nada mais lhe faltava. Um tiro no peito na fotografia do "artilheiro do penta".

Em mim, provoca engulhos ouvir sua voz numa transmissão esportiva ou mesmo em um comercial. Logo eu que gosto de assistir futebol ! Ainda bem que posso mudar de canal.

Junto a um o texto do Juca Kfouri, pincei um comentário de outro internauta a respeito dessa criatura: " Que o patriotismo suprapartidário me perdoe, mas estou torcendo para que Klose desiguale logo esse recorde, isolando-se na artilharia das Copas do Mundo, relegando Ronaldo apenas ao panteão dos bons jogadores que, sem dúvida, foi, pois o seu caráter, na minha opinião, o descredencia a imortalizar marcas indeléveis..."


E assim seja. Boa sorte a Klose; artilheiro trabalhador; sem pompa e sem títulos mundiais! Que chegue ao 16o. gol em Copas! Que aconteça de canela, raspando de cabeça, com um chute de primeira, com um belo toque de cobertura. Não importa. 



 Que apague de vez a marca existente para acabar com a celebração ao mencionado ex-atleta - se é que ela ainda existe, fora das transmissões "Galvanianas"; como se ainda sobrevivesse a imagem do que efetivamente não é.

sábado, 14 de junho de 2014

PARA QUEM VAI CASAR...

Hoje um amigo muito querido está se casando. Desejo-lhe muitas felicidades.
 
Lembrei de um texto que escrevi tempos atrás para outro grande amigo e que reproduzo como homenagem a todos os caras que seguem suas vidas com suas parceiras...


" e então... ?! Finalmente casado!!! Mais do que mudar de lado no futebol de solteiros X casados, muda a casa, muda o jeito de acordar, muda o jeito de dormir, o jeito de pensar – agora necessariamente  tem que pensar a dois. Lembra da época que você era pequeno? Naquele tempo, casamento era uma coisa distante, coisa de adulto. Pois é agora você é adulto. Agora é hora de casar.

Mas não tenha medo da vida nova. Essa vida é velha e a gente acaba acostumando com tudo. O ser humano é um ser adaptável. Contudo, devemos levar em consideração algumas coisas:

● Esqueça, se é que você ouviu eu dizer outro dia, o que eu falei: casar é ter que reinventar o amor todos os dias da sua vida, e não se acostumar NUNCA(!!!!!) com o cotidiano. E isso é bom porque faz com que sejamos criativos.

● Quando você casa, compartilha de uma vida com quem você não conhece bem. E por mais que você acha que conhece, descobre coisas novas, diferentes do que você viveu quando namorava ou quando “noivava”. Essas coisas podem ser extremamente positivas porque faz você se conhecer também. Conhecer sua capacidade de doação, compreensão e aceitação de quem está do seu lado, e vice-versa.

● Casar faz você ter que aprender a administrar melhor o seu tempo, seu espaço entre os mundos que são sua família, seu trabalho, seus projetos e até sua solidão (o espaço dos seus pensamentos).

● Dará vontade de ter filhos e isso é uma das melhores coisas da vida. Ser pai, ser mãe, ser amigo, mesmo que haja dificuldade.

● Coloca você do lado de quem você ama e quer compartilhar sua vida e construir um futuro melhor pra sua nova família. Portanto, traz mais responsabilidade.

● Faz com que você divida a cama com sua namorada. E ela tem que ser sempre sua namorada. Aquela que você deseja; aquela pra quem você manda cartões; aquela pra quem você se perfuma em excesso; que faz com que você deseje chegar cedo em casa porque sente falta; aquela com quem você briga mas quer logo fazer as pazes porque casamento é assim.

● Porque casar é aprender a dividir as coisas boas, más e as coisas do dia a dia que podem não parecer importantes mas é justamente as que fazem diferença.

● Nunca ter a pretensão de achar que o outro é perfeito e ter a dignidade de saber que também não é.

● Ser solteiro no Rio de Janeiro é muito, muito, muito bom. Mas o casado nunca dorme sozinho, o que é muito, muito, muito melhor.

Como você pode ver, casar só vai fazer você crescer. No seu caso, não sei exatamente se esse seria o melhor termo a ser aplicado – você já é muito alto. Melhor falar evoluir.

Essas coisas não são verdades absolutas – quem sou eu pra imaginar verdades absolutas?! As vezes verdades absolutas são absolutas mentiras. Mas de uma coisa estou certo: vocês vão ser muito felizes.

Nós, os ausentes à festa, mas presentes na sua vida, poderíamos mandar um cartão, uma tele-mensagem, um telegrama, mas não seria exatamente o gostaríamos de falar. Sempre faltaria uma coisa ou outra, como certamente faltou. Melhor escrever.

Desculpe não podermos ter comparecido nessa hora de alegria. Infelizmente não deu. Saúde é coisa com a qual não se brinca. Mas gostaríamos de desejar para você e para ela os nossos mais sinceros votos de felicidades. No bom  português:

FELICIDADES AOS NOIVOS !!!!!!
PERDÃO, AGORA, AO MARIDO E A MULHER !!!!!!!

Clayton Craveiro"