domingo, 22 de junho de 2014
MUITO BEM, RONALDO ! KLOSE CHEGOU !
Os últimos dois anos serviram para desconstruir o caráter do ex-atleta - dito "Fenômeno" - e tirar a maquiagem do mito esportivo para dar-lhe a verdadeira imagem do empresário sem escrúpulos.
A defesa dos gastos com a organização do torneio que facilitavam os tentáculos de seus empreendimentos, seus contratos publicitários e aos de seus parceiros, aos poucos minaram sua imagem. A recente informação de apoio ao candidato opositor ao governo na corrida presidencial, foi o tiro de misericórdia ao que restava de clareza sob os holofotes. Agora, além de sem escrúpulos, era também um "traíra" - termo que ele cunha com certa habitualidade comentando sobre este ou aquele indivíduo. Nada mais lhe faltava. Um tiro no peito na fotografia do "artilheiro do penta".
Em mim, provoca engulhos ouvir sua voz numa transmissão esportiva ou mesmo em um comercial. Logo eu que gosto de assistir futebol ! Ainda bem que posso mudar de canal.
Junto a um o texto do Juca Kfouri, pincei um comentário de outro internauta a respeito dessa criatura: " Que o patriotismo suprapartidário me perdoe, mas estou torcendo para que Klose desiguale logo esse recorde, isolando-se na artilharia das Copas do Mundo, relegando Ronaldo apenas ao panteão dos bons jogadores que, sem dúvida, foi, pois o seu caráter, na minha opinião, o descredencia a imortalizar marcas indeléveis..."
E assim seja. Boa sorte a Klose; artilheiro trabalhador; sem pompa e sem títulos mundiais! Que chegue ao 16o. gol em Copas! Que aconteça de canela, raspando de cabeça, com um chute de primeira, com um belo toque de cobertura. Não importa.
Que apague de vez a marca existente para acabar com a celebração ao mencionado ex-atleta - se é que ela ainda existe, fora das transmissões "Galvanianas"; como se ainda sobrevivesse a imagem do que efetivamente não é.
sábado, 14 de junho de 2014
PARA QUEM VAI CASAR...
Hoje um amigo muito querido está se casando. Desejo-lhe muitas felicidades.
Lembrei de um texto que escrevi tempos atrás para outro grande amigo e que reproduzo como homenagem a todos os caras que seguem suas vidas com suas parceiras...
Lembrei de um texto que escrevi tempos atrás para outro grande amigo e que reproduzo como homenagem a todos os caras que seguem suas vidas com suas parceiras...
" e então... ?!
Finalmente casado!!! Mais do que mudar de lado no futebol de solteiros X
casados, muda a casa, muda o jeito de acordar, muda o jeito de dormir, o jeito
de pensar – agora necessariamente tem
que pensar a dois. Lembra da época que você era pequeno? Naquele tempo,
casamento era uma coisa distante, coisa de adulto. Pois é agora você é adulto.
Agora é hora de casar.
Mas não tenha medo da
vida nova. Essa vida é velha e a gente acaba acostumando com tudo. O ser humano
é um ser adaptável. Contudo, devemos levar em consideração algumas coisas:
● Esqueça, se é que
você ouviu eu dizer outro dia, o que eu falei: casar é ter que reinventar o
amor todos os dias da sua vida, e não se acostumar NUNCA(!!!!!) com o
cotidiano. E isso é bom porque faz com que sejamos criativos.
● Quando você casa,
compartilha de uma vida com quem você não conhece bem. E por mais que você acha
que conhece, descobre coisas novas, diferentes do que você viveu quando
namorava ou quando “noivava”. Essas coisas podem ser extremamente positivas
porque faz você se conhecer também. Conhecer sua capacidade de doação,
compreensão e aceitação de quem está do seu lado, e vice-versa.
● Casar faz você ter
que aprender a administrar melhor o seu tempo, seu espaço entre os mundos que
são sua família, seu trabalho, seus projetos e até sua solidão (o espaço dos
seus pensamentos).
● Dará vontade de ter
filhos e isso é uma das melhores coisas da vida. Ser pai, ser mãe, ser amigo,
mesmo que haja dificuldade.
● Coloca você do lado
de quem você ama e quer compartilhar sua vida e construir um futuro melhor pra
sua nova família. Portanto, traz mais responsabilidade.
● Faz com que você
divida a cama com sua namorada. E ela tem que ser sempre sua namorada. Aquela
que você deseja; aquela pra quem você manda cartões; aquela pra quem você se
perfuma em excesso; que faz com que você deseje chegar cedo em casa porque
sente falta; aquela com quem você briga mas quer logo fazer as pazes porque
casamento é assim.
● Porque casar é
aprender a dividir as coisas boas, más e as coisas do dia a dia que podem não
parecer importantes mas é justamente as que fazem diferença.
● Nunca ter a pretensão
de achar que o outro é perfeito e ter a dignidade de saber que também não é.
● Ser solteiro no Rio
de Janeiro é muito, muito,
muito bom. Mas o casado
nunca dorme sozinho, o que é muito, muito,
muito melhor.
Como você pode ver,
casar só vai fazer você crescer. No seu caso, não sei exatamente se esse seria
o melhor termo a ser aplicado – você já é muito alto. Melhor falar evoluir.
Essas coisas não são
verdades absolutas – quem sou eu pra imaginar verdades absolutas?! As vezes verdades
absolutas são absolutas mentiras. Mas de uma coisa estou certo: vocês vão ser
muito felizes.
Nós, os ausentes à
festa, mas presentes na sua vida, poderíamos mandar um cartão, uma
tele-mensagem, um telegrama, mas não seria exatamente o gostaríamos de falar.
Sempre faltaria uma coisa ou outra, como certamente faltou. Melhor escrever.
Desculpe não podermos
ter comparecido nessa hora de alegria. Infelizmente não deu. Saúde é coisa com
a qual não se brinca. Mas gostaríamos de desejar para você e para ela os
nossos mais sinceros votos de felicidades. No bom português:
FELICIDADES
AOS NOIVOS !!!!!!
PERDÃO,
AGORA, AO MARIDO E A MULHER !!!!!!!
Clayton Craveiro"
segunda-feira, 21 de abril de 2014
PÃO E CIRCO
O genial Adam Smith é o pai da economia
moderna.
Em “As riquezas das nações”, a
partir da ideia geral de que o homem age a partir dos próprios interesses,
formatou os conceitos sobre o liberalismo, economia de mercado e
desenvolvimento da livre iniciativa. Nessa obra riquíssima, existe uma frase que
sempre me chama atenção, apesar definitivamente não ser o conceito final de seu
próprio raciocínio: “O HOMEM FAZ BARGANHAS”.
A partir desta frase, e
retornando um pouquinho no tempo, Bertrand Russell lapidou que “O MUNDO SE
TORNOU MAIS PARECIDO COM AQUELE DE MAQUIAVEL”. A maneira deter o poder,
considerada por Maquiavel em seu livro “O Príncipe”, onde prevalecia a tirania.
Retornando mais ainda ao passado,
nas “Sátiras” de Décimus Juvenalis, ou simplesmente Juvenal, sobre o império
romano, dizia que para que o poder constituído mantivesse as massas em estado
de prostração, bastava corrompe-la pelo prazer, dando-lhe o PÃO E O CIRCO.
Hoje, feriado que de alguma forma
me remete o pensamento mais que libertário, acordei cedo para comprar pão e juntei
esses pequenos conceitos que passaram pela minha cabeça neste fim de semana, entendendo
que a tirania que se instala vem necessariamente de quem detém o poder (estou
sendo propositalmente redundante), como de costume, dessa e de várias outras formas.
À massa desafortunada, que não
tem poder ou o dinheiro, são propostas diariamente pequenas ou grandes
barganhas. As pequenas e efêmeras trocas – como um showzinho na praça, um
torneio de futebol, bolsas isso ou aquilo e até mesmo um feriado (porque não?!) - são prazeres ou
coações coletivas que acabam por trazer-nos o respiro forçoso de um balão de
oxigênio. As maiores, muitas vezes são oferecidas por baixo dos panos, para furtivamente
tentar comprar-nos a essência; corromper-nos, enfim. Aos que têm caráter duvidoso,
efetivamente compram. Há ainda os que batem no peito para defender o
indefensável.
Uma barganha na encruzilhada,
como o mito de Robert Johnson.
O fato é que a caravana passa e o
pão não nos é dado; suamos para ganha-lo todos os dias.
O que fica para nós que não fazemos
barganhas?
Bom feriado.
sábado, 19 de abril de 2014
A PÁSCOA DO MERCADO
A “páscoa” é uma coisa idiota!
Não, no sentido bíblico da
parada. Quem tem sua fé entende perfeitamente sobre a Páscoa. Não estou falando
sobre ela ou de qualquer coisa espiritual.
Falo da páscoa com letrinha minúscula;
a “páscoa do mercado”. Aquela que te impõe produtos, que te oferece ou te
vende coisas estúpidas ou as quais podemos passar sem elas. Vou lembrar três coisinhas que só vem piorando desde
que meus pelinhos do nariz eram todos pretos.
Chocolate é uma delícia. Adoro
chocolate. EU como chocolate o ano inteiro. Por que na páscoa te vendem o mesmo
chocolate que você come o ano inteiro a R$1,50 a cada 100 gramas, te oferecem nesse
período ao "módico" preço de R$ 25,00, injustas 300 gramas? É por estar no formato
de um ovo? É por fazer com que um coelho de pelúcia faça força a partir de
uma cloaca imaginária e expila um grande chocolate oval com um brinquedinho dentro?
Eu, o otário consumidor, compro
para agradar as crianças - não digo que não! Faz parte da vida de pai.
Mas não é só o preço do chocolate
que me deixa puto.
Por que na “páscoa do mercado” te
lembram que é o período que você deve consumir peixe? Usam um argumento
relacionado à fé para te fazer ir à peixaria do supermercado olhar por dez
segundos com aquela cara de Capitão Ahab, profundo conhecedor da fauna marinha,
e perguntar para o peixeiro: ”esse é bom pra assar?”, fazendo com que seu
orgulho vá direto para o ralo, assim como o gelo que escorre do balcão
frigorífico.
Aí você chega em casa com doce
ilusão pascal de que assado, aquele ser inanimado que fica olhando para você
enquanto você o besunta com uma mistura de limão, alho, alecrim, azeite e sal,
após gastar hora e meia de gás, ele vai ser gostoso. E ao final deste tempo, ao
tira-lo, você descobrirá que terá que brigar com as moscas que até então só sobrevoavam a
janela de sua cozinha, e, vindas agora em definitivo como diz o Galvão, migram da rua - pois o prefeito não
manda recolher o lixo adequadamente mesmo depois de você pagar uma maldita taxa
de lixo - para invadir sua casa, atraídas pelo cheiro inconfundível do peixe, e
para salvar o almoço, você manterá sobre a mesa um pano de prato que rodará intermitente sobre a terrina,
como que rodando uma camisa no Maracanã, para espantar os seres voadores
indesejados.
Aí, com uma das mãos, já que a
outra comemora um gol que nunca saiu, você dá a primeira garfada e perceberá
que uma porção de peixe com espinhas circulam em sua boca, pois você foi ouvir
o conselho do peixeiro que aquela “marca” de peixe quase não tinha espinhas...
Se quiser, na páscoa do mercado,
te oferecem bacalhau! Bacalhau?! Seria uma delícia se fosse bacalhau o que te
vendessem! Vamos lá, sejamos menos exigentes: peixe salgado. Salgado como o preço! Ninguém compra ou come bacalhau todos os dias, ou, que seja, uma vez por semana. Exceto quem vende
bolinho de bacalhau – você conhece alguém? Um bom português ou norueguês que consuma a iguaria como se fosse água? – e ainda nos espantamos com o
preço. Fui tentar comprar o tal peixe salgado essa semana e o preço equivalia a
uma cota do meu IPTU. Faça-me o favor...!!!
Mudei! Na próxima “páscoa de mercado” aqui em casa vai rolar
bala Sete Bello e churrasco!
Tirando meu mau humor, desejo a todos boa sorte e boa Páscoa; a de verdade, ok ?!
segunda-feira, 7 de abril de 2014
#AFTERSEX !!
Tem certas coisas que eu acho muito engraçado
Tá
certo que a gente tem que ter amor próprio e a auto exposição é coisa dos dias
de hoje. Smartphones e tablets são o toque final da egolatria sem fim que
encontramos pelas redes sociais. Anteontem bati os olhos em algumas fotos na
rede nos informando: #aftersex! Aí aparecem as imagens de casais em um autorretrato,
supostamente deitados juntos após o sexo.
Celebração
do regozijo? Sei lá... Tem tanta gente esquisita. Nada contra. Cada um, ou cada
dois (sic) faz(em) o que quiser(rem).
Afinal, selfie consentido não é estupro
!!!
Acho
que eu tô ficando velho. Desde moleque - e já faz tempo isso - aprendi que
quando fazemos essa coisa deliciosa que é o sexo, guardamos para gente. Não
aprendi com ninguém, não. Talvez por um pouco de autopreservação e muito por
respeito a quem esteve comigo.
Mas tinha uma galera que
espalhava para todo mundo. Uns caras para dizer que eram garanhões e algumas
delas para serem descoladas e demonstrar alguma experiência. Talvez hoje o
#aftersex seja isso levado quase às últimas consequências.
Se eu tivesse nascido diferente
do que sou, acho que faria melhor. Não fotografava; filmava e vendia. Faturar
uma grana, sabe...
Boa semana !
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