domingo, 10 de março de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Bolero - 2a. parte
Bolero (2a. parte)
Em torno dela um festim que não lhe agradava. Ao seu lado dois homens conversavam a respeito da caixa de um uísque qualquer que chegaria para um deles na manhã seguinte. O celular de um dos dois tocou, então este pediu licença dizendo que detestava este incômodo da tecnologia e os dois riram sem vontade. “Alô...”
Ela afastou-se do grupo.
Do outro lado alguém a observava durante toda a noite. Cabelos pintados e vestido branco com muita lasi. Magra e sem pintura, somente um batom bem vermelho. Não tinha rugas aparentes. Circundou o salão vagarosamente até que seus olhos se cruzaram ao dela.
Ela desviou olhar enquanto o da mulher vestida de branco o seguia. Sentiu-se vigiada e não gostou da sensação. Saiu do salão até outra sala vazia de convidados mas apinhada de livros sobre prateleiras que vinham do teto até o chão em quase todo seu perímetro. Havia ainda uma enorme mesa, uma cadeira de madeira no centro e duas poltronas de couro rústico contrapostas sobre uma tapete de peles. No centro de uma das paredes um quadro da mulher que vira a pouco.
No meio destes livros, sentiu-se segura.
Fechou a grande porta do cômodo que invadira, sentou-se numa das poltronas, recostou a cabeça lateralmente e fechou os olhos. Podia ouvir um antigo bolero cantado em espanhol que vinha do salão e o barulho dos outros convidados. “Bolero é estar só”, pensou. Sentiu uma mão sobre seu ombro.
- Está esperando alguém?
- Está esperando alguém? - Assustou-se. Não podia ver ninguém.
* * *
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Bolero - 1a. parte
Olá Pessoal !
Num emaranhado de coisas a fazer,
trabalhando para a publicação de novos títulos até meados de março - minhas
férias acabaram e o "tempo" me deixou na mão... - minha
"cabecinha" anda pensando na sequência do livro Killers - volume 1. O
"volume - 2" já está em construção. Gostaria
de compartilhar a realização de um dos contos no qual começo a trabalhar. Vou
postar seu início e a medida que for construindo a história, compartilho com
vocês. Este é só o comecinho. As idéias vêm aos poucos para mim...
Seu título provisório é "Bolero". Espero que gostem e se
tiverem tempo e paciência, opiniões; serão bem vindas.
Bolero (1a. parte)
"A noite invadia sua janela causando frio. O
vento que empurrava a cortina fazia bater a armação contra a esquadria
metálica. Não tinha coragem de fechá-la. Assentava-se no canto do cômodo com o
corpo encolhido sobre o carpete áspero e abraçando os joelhos. Uma? Duas horas?
Não tinha mais essa noção. As costas ardiam dos arranhões e o antebraço direito
possuía um forte e feio hematoma de formato arredondado. As plantas dos pés
também doíam e estavam cobertas pelo sangue ressecado. Das luzes, só a do
abajur continuava acesa.
Sentava-se de modo que seu ângulo de
visão não permitisse olhar para aquela pessoa inanimada. Mas ainda assim, podia
ver-lhe os dedos da mão esquerda e a aliança apertando o anelar inchado. Via também a poça rubra encharcando a textura
acinzentada do carpete e a almofada, outrora, branca."
Se
ainda não tiveram a oportunidade de ler minhas publicações, visitem:
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
DESCONTOS !!! OBA !!!!
Galera, nesta semana de carnaval, de 6 a 12 de fevereiro a editora Clube de Autores está proporcionando desconto para as publicações impressas. Meus amigos que me parabenizaram e curtiram minhas novas publicações, tem oportunidade de adquirir e ler meus trabalhos por preços mais baratos. Quem tiver interesse, segue o link abaixo.
Um grande abraço à todos!!!
https://www.clubedeautores.com.br/books/search?utf8=%E2%9C%93&what=Clayton+Craveiro&sort&commit=BUSCA
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Fragmento de "EU"
Uma provinha de "EU":
"A cadeia interminável de luzes da rua comprida . Brilho. Diamantes na noite úmida. Dias úmidos, noites amantes. Paro e espero. A garoa não passa ; pior, aumenta e vira chuva. Lembro daquela moça de sapatos pretos que passou há pouco por mim e sorriu.
-- Boa noite !
-- Boa noite ! -- e foi embora, olhando pra trás na rua comprida.
Fico pensando que se as coisas fossem diferentes do que são, ela não ia embora. Não me deixaria ali sob o sereno deste inverno interminável. Eu poderia dizer-lhe o quanto me encantara e que gostei do que vestia. Uma jaqueta jeans e uma pantalona negra que realçava suas formas mulatas. E do prazer que tomou conta de mim quando a água escorreu do seu guarda chuva e caiu sobre a curva da sua bunda, deixando o tecido molhado e mais colado à sua pele. Sensações. Puramente sensações. Como seu sinal acima do lábio superior."
Achou legal?
Você pode encontrar o livro no link abaixo:
http://www.clubedeautores.com.br/books/search?utf8=%E2%9C%93&what=Clayton+Craveiro&sort=&commit=BUSCA
"A cadeia interminável de luzes da rua comprida . Brilho. Diamantes na noite úmida. Dias úmidos, noites amantes. Paro e espero. A garoa não passa ; pior, aumenta e vira chuva. Lembro daquela moça de sapatos pretos que passou há pouco por mim e sorriu.
-- Boa noite !
-- Boa noite ! -- e foi embora, olhando pra trás na rua comprida.
Fico pensando que se as coisas fossem diferentes do que são, ela não ia embora. Não me deixaria ali sob o sereno deste inverno interminável. Eu poderia dizer-lhe o quanto me encantara e que gostei do que vestia. Uma jaqueta jeans e uma pantalona negra que realçava suas formas mulatas. E do prazer que tomou conta de mim quando a água escorreu do seu guarda chuva e caiu sobre a curva da sua bunda, deixando o tecido molhado e mais colado à sua pele. Sensações. Puramente sensações. Como seu sinal acima do lábio superior."
Achou legal?
Você pode encontrar o livro no link abaixo:
http://www.clubedeautores.com.br/books/search?utf8=%E2%9C%93&what=Clayton+Craveiro&sort=&commit=BUSCA
Uma provinha de um novo livro. Sai até o final de fevereiro !
Finalizando um novo livro. O que importa é a produção !!!!
Aí em baixo uma provinha...
"Secou a fartura de seus seios salpicados de gotículas de suor e purpurina. A toalha arranhava sua pele ardida pelo sol da laje. Ficara a manhã inteira sendo curtida por completo. Nua. Sua casa era a mais alta, ninguém poderia vê-la, exceto os helicópteros da polícia que faziam rasantes sem sentido no seu quarteirão. Pelos, os lourinhos dos braços e pernas...
Agora que o desfile acabara, seus pés queriam descanso. Sua virilha em carne viva, também. Passou sem sapatos na dispersão e os gringos gritaram por ela. Sorriu. Sua noite de princesa."
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